De acordo com pt.wedoany.com-Um consórcio liderado pela ExxonMobil já recuperou os bilhões de dólares investidos no desenvolvimento do grande campo petrolífero na Guiana. O diretor financeiro da empresa afirmou que, com a conclusão da recuperação dos custos de investimento, este país sul-americano passará a receber mais receita petrolífera.

O bloco Stabroek, na Guiana, possui reservas estimadas de pelo menos 11 bilhões de barris de óleo equivalente e, desde sua descoberta em 2015, tornou-se um dos principais ativos do portfólio desta produtora americana de petróleo. A receita do campo transformou a Guiana em uma das economias de crescimento mais rápido do mundo, com produção atual superior a 900 mil barris por dia.
O contrato de partilha de produção (PSC) firmado entre o consórcio e a Guiana permite que a Exxon e seus parceiros retirem até 75% do petróleo para cobrir custos de exploração e desenvolvimento. O diretor financeiro da ExxonMobil, Neil Hansen, revelou que os 55 bilhões de dólares investidos acumuladamente desde 2014 foram recuperados cerca de dois anos antes do previsto, graças ao rápido desenvolvimento do bloco. Hansen afirmou: "Avançamos esses investimentos com velocidade e vantagem de custo sem precedentes."
De acordo com o contrato de partilha de produção, o consórcio divide igualmente o petróleo-lucro com a Guiana após recuperar os custos. Hansen indicou que, a partir do terceiro trimestre, a produção contábil diária da Exxon na Guiana diminuirá em cerca de 100 mil barris, mas até 2030, o fluxo de caixa livre dobrará em relação aos níveis de 2025.
A Exxon opera o bloco Stabroek, com participação de 45%. A Chevron detém 30% do bloco após adquirir a antiga parceira Hess Corp, e a CNOOC detém 25%.
O quinto e o sexto projetos do consórcio no bloco Stabroek — Uaru e Whiptail — devem iniciar a produção de petróleo este ano e no próximo, respectivamente.
A Guiana, com população de cerca de 1 milhão de habitantes, ainda enfrenta o desafio de se afastar da dependência do petróleo e diversificar sua economia. Embora muitas empresas locais prosperem, os residentes ainda sofrem com longas interrupções de energia e infraestrutura precária.










