De acordo com pt.wedoany.com-O governo federal brasileiro se prepara para lançar uma política nacional de Mobilidade Aérea Avançada (AAM, na sigla em inglês) no próximo evento da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao), estabelecendo diretrizes para o uso de drones e aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs). A informação foi divulgada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, na terça-feira (4), durante a abertura da Convenção e Exposição Latino-Americana de Aviação Executiva (Labace).

Franca afirmou que o ministério está participando ativamente dessa agenda, oferecendo recomendações e suporte estrutural para a formulação da política nacional, com o objetivo de transformá-la em crescimento concreto para o setor aéreo brasileiro. Ele também defendeu que o futuro da aviação brasileira precisa conciliar segurança regulatória e oportunidades de investimento, enxergando a aviação civil como um vetor para ampliar a conectividade, impulsionar o desenvolvimento regional e gerar empregos.
Em junho deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) já aprovou novas regras para o uso de drones (aeronaves não tripuladas). A nova regulamentação altera o critério de classificação dos equipamentos, que deixam de ser baseados no peso e passam a considerar o risco e a complexidade da operação ou missão, além de padronizar a terminologia do setor conforme normas internacionais.
No mesmo evento, o diretor da ANAC, Tiago Faierstein, anunciou que a tecnologia IFR (Regras de Voo por Instrumentos) entrará em operação em 15 de setembro no aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Essa tecnologia permite que aeronaves realizem aproximações em condições de baixa visibilidade. Em março deste ano, a Agência iNFRA noticiou que o governo estudava um plano em duas etapas para resolver os conflitos operacionais decorrentes da insuficiência do espaço aéreo de São Paulo — os aeroportos de Campo de Marte e Congonhas, embora usem terminais distintos, compartilham o mesmo espaço aéreo já congestionado.
Franca destacou que a instalação da tecnologia IFR é uma prioridade do ministério. Ele afirmou que o contrato de concessão do terminal já prevê a instalação, e que "no Brasil, contratos não são rasgados", ao mesmo tempo em que apontou a necessidade de "buscar um pacote de soluções para atender ao crescimento da demanda de São Paulo".









