Firjan do Brasil: Retorno da fabricação e integração de módulos de FPSO de 250 mil toneladas é promissor
2026-08-05 11:05
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De acordo com pt.wedoany.com-A gerente executiva de Petróleo, Gás, Energia e Construção Naval da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Karine Fragoso, afirmou no dia 4 que a indústria nacional já tem capacidade de voltar a fornecer módulos para unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo (FPSO), e tem avançado nos serviços de integração e comissionamento de equipamentos.

Fragoso recordou que, entre 2005 e 2015, fornecedores locais brasileiros participaram dessas etapas da cadeia produtiva de FPSOs. No entanto, na última década, devido a questões tributárias, mudanças na gestão da Petrobras e a ascensão da China nesse mercado, as empresas brasileiras perderam esse espaço. Ela afirmou que parte dos módulos já pode ser contratada no Brasil e que atualmente há esforços para trazer de volta ao país as etapas de integração e comissionamento dos módulos.

Os módulos de um FPSO são estruturas metálicas instaladas no convés superior, também chamados de módulos de topo, e os principais incluem os de separação de fluidos, compressão de gás e injeção de água. Fragoso destacou que somente a demanda futura da Petrobras por módulos de topo chega a 250 mil toneladas, e que a empresa demonstrou posição clara em elevar o percentual mínimo de conteúdo local, gerando expectativas positivas no mercado.

Ela avalia que, se a etapa de integração for "reinternalizada", isso pode se tornar um ímã para atrair a fabricação dos módulos no país. Com a construção, integração e comissionamento dos módulos realizados localmente, é possível eliminar o tempo de transporte para o exterior e retorno, além de prolongar o prazo de construção dos módulos. Atualmente, a indústria nacional consegue realizar o projeto de especificação localmente, oferecer preços competitivos, reduzir prazos e incorporar a etapa de instalação de equipamentos.

Fragoso enfatizou que, após a pandemia de COVID-19 e somado aos efeitos da atual instabilidade geopolítica, este é um momento favorável para o setor desenvolver capacidades locais de construção e instalação, garantir o fornecimento e reduzir os riscos inflacionários.

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