De acordo com pt.wedoany.com-O subsídio do governo federal ao diesel da Petrobras atingiu R$ 9,7 bilhões no segundo trimestre, o equivalente a 25,4% dos R$ 38,2 bilhões em receitas com vendas de diesel no mercado interno. Os dados constam do relatório financeiro da estatal referente ao período de abril a junho, divulgado ao mercado na noite desta quinta-feira (6).

Em relação à própria empresa, a Petrobras prevê receber no primeiro semestre um total de R$ 11,3 bilhões em subsídios relacionados à produção e importação de diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP), com período de execução efetiva entre março e junho. Esse montante inclui valores já pagos e a serem transferidos pelo governo. Como principal foco do pacote de auxílio lançado pelo governo em março, o subsídio ao diesel representa 92% do total que a empresa espera receber, ou seja, R$ 10,4 bilhões; os subsídios à gasolina e ao GLP são mais recentes, com valores de R$ 816 milhões e R$ 84 milhões, respectivamente.
No conjunto dos negócios, as vendas totais de derivados de petróleo no mercado interno da Petrobras nos primeiros seis meses do ano somaram R$ 159,4 bilhões, e as receitas com subsídios representaram 7% desse faturamento. Apenas no segundo trimestre, o efeito do auxílio governamental é mais evidente, com esse percentual subindo para 11,8% (R$ 10,6 bilhões contra R$ 89,5 bilhões).
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pela fiscalização do programa, informou na segunda-feira (3) que, até julho, o auxílio a todo o setor — incluindo a Petrobras e outras refinarias e importadores privados — já havia mobilizado efetivamente R$ 7,03 bilhões do orçamento público, quase integralmente destinados ao diesel, além de R$ 43 milhões para o GLP. A ANP não mencionou despesas relacionadas à gasolina, possivelmente porque o programa adota outra modalidade para esse combustível, baseada em "cashback" de parte da carga tributária federal.
Há uma diferença significativa entre os valores listados pela ANP e os apresentados no balanço da Petrobras. Isso está relacionado à lógica contábil da empresa (que registra valores futuros) e à dinâmica de pagamento do programa. O programa tem caráter retroativo, abrangendo progressivamente períodos de 15 dias dos meses anteriores. Quando o governo atrasa os pagamentos, a Petrobras projeta receitas futuras com base nas operações reais. Uma fonte da empresa confirmou que grande parte dos subsídios referentes ao segundo trimestre só será paga no terceiro trimestre (julho a setembro). Isso também está refletido no relatório financeiro: "O fluxo de caixa operacional do segundo trimestre foi impactado negativamente em R$ 15,8 bilhões por efeitos de capital de giro, principalmente devido ao aumento das contas a receber (incluindo valores relacionados ao programa de subsídio aos combustíveis) e à redução das contas a pagar."
O formato e os valores do programa de subsídios do governo foram ajustados nos últimos meses. Atualmente, o subsídio ao diesel é mantido em R$ 1,12 por litro (anteriormente era R$ 1,47/litro), o da gasolina é de R$ 0,44 por litro; e o do GLP é de R$ 850 por tonelada, o que equivale a um subsídio de R$ 11,05 por botijão de 13 kg.





















