De acordo com pt.wedoany.com-Desde 2026, o Grupo Trafigura, a StoneX, o Grupo Macquarie e a Danske Commodities expandiram sucessivamente suas operações no mercado brasileiro de negociação de energia elétrica, abrangendo negociação de energia no atacado, contratos de compra de energia (PPAs), gestão de risco de preços, financiamento e estruturação de transações complexas. As instituições estão em diferentes estágios de entrada no mercado, com a Trafigura já tendo concluído sua primeira transação, enquanto a StoneX se encontra na fase pré-início das operações de negociação.

A Trafigura obteve, em junho, a licença de negociação de energia no atacado emitida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) do Brasil, sendo autorizada a realizar atividades de fornecimento, negociação e contratos de compra de energia no país. Em julho, a empresa concluiu sua primeira transação de energia após entrar no mercado brasileiro, assumindo um contrato de compra de energia de longo prazo no valor de US$ 150 milhões, com fornecimento pela CGN Brasil Energia, e planeja vender a energia contratada a usuários do mercado livre de energia brasileiro.
A StoneX estabeleceu sua primeira mesa global de negociação de energia no Brasil e começou a oferecer serviços de gestão de risco de preços a empresas do setor energético. A empresa ainda avalia riscos geopolíticos e a situação operacional dos traders locais de energia no Brasil, e as operações formais de negociação ainda não foram iniciadas. O Grupo Macquarie também vem expandindo suas operações locais de energia desde 2025, com foco em gestão de risco de preços, financiamento e estruturação de transações complexas.
A Danske Commodities entrou no Brasil em 2023 e, após aprovações regulatórias e avaliação de riscos de mercado, expandiu suas atividades de negociação em 2026. A empresa já formou uma equipe no Brasil abrangendo negociação, finanças, risco e assuntos jurídicos, e continua recrutando profissionais de negociação de energia.
Em meio à expansão das operações das instituições internacionais, parte dos pequenos e médios traders de energia elétrica no Brasil enfrenta inadimplência, recuperação judicial e pressões de liquidez. Participantes do mercado e órgãos reguladores estão estudando medidas para aumentar a segurança das negociações, incluindo a exigência de garantias e o desenvolvimento de mecanismos de negociação de energia em bolsa.
O mercado livre de energia brasileiro permite que os consumidores escolham livremente seus fornecedores de energia, negociando preços, condições de pagamento e fontes de energia. Desde janeiro de 2024, consumidores conectados às redes de alta e média tensão podem solicitar acesso a esse mercado; naquele ano, 26.834 novos consumidores migraram, mais que o triplo do número registrado em 2023.





















