Mina de ouro Cuiú Cuiú, no Brasil, obtém licença de operação; primeira produção de ouro antecipada para setembro de 2026

2026-08-18 09:52
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De acordo com pt.wedoany.com-A Cabral Gold Inc. (TSXV: CBR | OTCQX: CBGZF) recebeu a licença de operação emitida pela SEMAS/PA, órgão ambiental do estado do Pará, no Brasil, para o projeto de lixiviação em pilhas de minério de ouro oxidado da Fase 1 de sua mina Cuiú Cuiú, localizada no Pará. Com isso, a empresa antecipou a primeira produção de ouro para setembro de 2026, cerca de seis semanas antes do cronograma original. A licença, juntamente com a aprovação regulatória final das autoridades militares brasileiras para a compra e o transporte de cianeto, fornece o consentimento regulatório para o uso de cianeto no processo de lixiviação e estabelece as bases para a obtenção futura da licença de mineração completa.

A licença de operação aprova o uso de cianeto no processo de lixiviação, com base na licença preliminar emitida no início de 2026. A Cabral afirma que a licença preliminar é a base para a futura licença de mineração completa. A construção do circuito de via úmida está agora mais de 90% concluída, sendo esta a segunda de duas etapas de comissionamento, após a conclusão do circuito de via seca. A unidade de adsorção, dessorção e recuperação (ADR) foi fabricada e comissionada em Perth, Austrália Ocidental, e chegou ao local; atualmente, a montagem mecânica está concluída e a instalação elétrica está mais de 90% finalizada. Os trabalhos de comissionamento estão agora voltados para as colunas de adsorção de carbono, a dessorção e a produção de ouro doré, que são as etapas finais antes da primeira produção de ouro.

Cuiú Cuiú está localizada na Província Aurífera do Tapajós, no estado do Pará. De acordo com a Agência Nacional de Mineração do Brasil, a região abriga a maior corrida do ouro do país, com uma recuperação estimada de 30 a 50 milhões de onças de ouro aluvial entre 1978 e 1995. A produção histórica de Cuiú Cuiú é de aproximadamente 2 milhões de onças, cerca de 10 vezes o volume de ouro aluvial registrado na mina vizinha Tocantinzinho. A Tocantinzinho, pertencente à GMining Ventures, é a terceira maior mina de ouro a céu aberto do Brasil. A Cabral detém 100% de participação nos direitos minerários de Cuiú Cuiú e, este ano, está extraindo minério de ouro oxidado próximo à superfície, enquanto mobiliza seis sondas para exploração em uma área de terra mais ampla.

O presidente e CEO, Alan Carter, afirmou que o projeto continuou apresentando bons progressos nas últimas semanas, especialmente com o recebimento da licença de operação e da licença de cianeto. A empresa segue trabalhando em pleno andamento durante o meio da estação chuvosa no Brasil, com chuvas na maior parte do tempo na região, mas a data da primeira produção de ouro permanece seis semanas antes do cronograma original. Carter também afirmou que, mesmo com a recente correção nos preços do ouro, o desempenho das ações da empresa segue sólido, enquanto a maioria das empresas juniores de ouro em sua carteira registrou quedas devido à retração do preço do metal e às tensões no Oriente Médio.

A viabilidade econômica do projeto é baseada no estudo de pré-viabilidade (PFS) de julho de 2025, liderado pela Ausenco Brazil. Com um preço-base do ouro de US$ 2.500 por onça e um capex inicial de US$ 37,7 milhões, a taxa interna de retorno (TIR) após impostos é de 78%, e o valor presente líquido após impostos, descontado a 5% (VPL5%), é de US$ 73,9 milhões. A vida útil da mina é de 6,2 anos, com produção total de 113.155 onças, e o custo de manutenção integral (AISC) estimado em US$ 1.210 por onça, com produção média anual de aproximadamente 25.000 onças nos primeiros dois anos. O empréstimo de ouro de US$ 45 milhões para financiamento da construção do projeto foi concluído em novembro de 2025 e permanece como principal fonte de recursos da empresa. A Cabral planeja utilizar o fluxo de caixa da Fase 1 para exploração adicional na área da mina, em vez de financiamento por diluição de capital. Caso o preço do ouro atinja US$ 3.500 por onça, a TIR após impostos subiria para 151%.

Com a construção praticamente concluída e as licenças em mãos, os riscos remanescentes do projeto Cuiú Cuiú foram reduzidos à execução do comissionamento do circuito de via úmida, enquanto as incertezas relacionadas a licenciamento e financiamento já foram eliminadas. A empresa prevê a produção da primeira barra de ouro em setembro de 2026.

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