El Niño previsto para durar até março de 2027; Ministério da Pesca emite recomendações

2026-08-22 10:38
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De acordo com pt.wedoany.com-O fenômeno El Niño começou a se formar em junho e deve durar até março de 2027. Secas e calor intenso nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, além de chuvas fortes e frio na região Sul, são alguns dos impactos desse evento climático.

Saiba como proteger a pesca e a aquicultura dos efeitos do El Niño

O fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico tropical, o que altera a circulação atmosférica e torna as chuvas irregulares. A pesca e a aquicultura são diretamente afetadas pelas mudanças nos padrões de chuva e, portanto, são vulneráveis aos impactos do El Niño.

Quando a precipitação fica abaixo da média, o nível dos rios diminui, afetando a navegação, a reprodução das espécies e o abastecimento de água, além de dificultar o acesso das comunidades. Quando a precipitação fica acima da média, o aumento das chuvas eleva o risco de enchentes e pode causar danos às estruturas de produção do setor.

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), para profissionais e municípios que precisam enfrentar esses desafios, o planejamento e o acesso proativo à informação são aliados importantes. No entanto, o órgão alerta que, para isso, é necessário um esforço coletivo. A pasta destacou em nota: "A coordenação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e defesa civil ajuda a acompanhar a evolução dos eventos e a comunicar com as comunidades afetadas."

As recomendações para os próximos meses incluem: acompanhar as informações meteorológicas e hidrológicas oficiais; manter comunicação com outros pescadores, aquicultores, comunidades pesqueiras, associações e cooperativas; monitorar as condições da qualidade da água, como temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros em tanques e açudes. Segundo o relatório do MPA, também é importante conhecer as características de cada região, para que os riscos possam ser antecipados e a capacidade de resposta dos municípios seja fortalecida.

Em caso de danos a estruturas, dificuldades de acesso, mudanças no nível dos rios, perdas de produção ou mortalidade de peixes, os eventos devem ser registrados pelo canal Fala.BR. O relatório do Ministério da Pesca e Aquicultura complementa: "Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes."

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