Von der Leyen: Preços de energia na UE são duas a três vezes superiores aos dos EUA e da China, e pede aceleração da construção de redes elétricas e armazenamento de energia

2026-08-31 15:50
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De acordo com pt.wedoany.com-A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou em Paris que os elevados custos de energia se tornaram o principal fator que limita a competitividade europeia, e que a solução reside em expandir a produção própria de energia de baixo carbono, acelerar a implantação de energias renováveis e, simultaneamente, reforçar as redes elétricas e as infraestruturas de armazenamento.

Von der Leyen pede aceleração da construção de energias renováveis, redes elétricas e armazenamento para reduzir os custos de energia na Europa

Von der Leyen fez esta avaliação ao participar na conferência empresarial francesa (Ref) em Roland Garros, Paris. Dirigindo-se a empresários da associação patronal francesa (Medef), afirmou que os preços de energia na UE permanecem atualmente duas a três vezes superiores aos níveis dos EUA e da China. Mais de metade da energia consumida na UE provém de combustíveis fósseis importados e, desde o agravamento das tensões no Médio Oriente, essa dependência já gerou despesas adicionais superiores a 50 mil milhões de euros para a Europa.

Defendeu que a Europa deve substituir os combustíveis fósseis importados por energia de baixo carbono produzida internamente, promovendo simultaneamente o desenvolvimento das energias renováveis e da energia nuclear.

No setor elétrico, a eletricidade de baixo carbono já representa mais de 70% da produção europeia, mas a eletricidade corresponde apenas a cerca de um quarto do consumo final de energia. Von der Leyen apelou à aceleração da eletrificação da indústria, dos transportes e dos edifícios, de modo a substituir o consumo direto de combustíveis fósseis. Salientou ainda que o preço médio da eletricidade pago pelas empresas europeias permanece próximo do triplo do preço do gás natural, defendendo por isso que a tributação sobre a eletricidade não deve ser superior à do gás, e que contratos de fornecimento de eletricidade de longo prazo devem proporcionar maior previsibilidade às empresas.

Os estrangulamentos nas redes elétricas são atualmente o problema estrutural mais evidente. No ano passado, a UE adicionou mais de 80 gigawatts (GW) de capacidade renovável, mas a capacidade aguardando ligação à rede é cerca de seis vezes esse número, ou seja, aproximadamente 480 GW. Devido ao atraso na construção de redes elétricas e armazenamento, parte da eletricidade renovável já gerada não pode ser aproveitada.

Von der Leyen exigiu a aceleração dos investimentos, a agilização dos processos de ligação à rede, o desenvolvimento do armazenamento de energia e uma utilização mais plena das infraestruturas existentes. Na sua perspetiva, a transição energética europeia está a entrar numa nova fase: instalar apenas parques eólicos e centrais fotovoltaicas já não é suficiente para sustentar a transição — a expansão das energias renováveis deve ser acompanhada, em paralelo, por redes de transmissão, sistemas de armazenamento e um maior grau de eletrificação. Afirmou que estas ações devem servir o objetivo da UE de neutralidade climática até 2050, e que a descarbonização e a competitividade industrial podem reforçar-se mutuamente. "Não estamos a escolher entre o clima e a indústria", disse Von der Leyen, "estamos a transformar a transição no motor de uma indústria europeia mais forte."

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