Investimento global em energia renovável atinge US$ 327,5 bilhões no 1º semestre de 2026, 21% abaixo do pico

2026-08-31 15:50
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De acordo com pt.wedoany.com-Segundo estatísticas da BloombergNEF (BNEF), o investimento global em energia renovável atingiu US$ 327,5 bilhões (€ 281 bilhões) no primeiro semestre de 2026, praticamente estável em relação aos seis meses anteriores, mas 21% abaixo do pico registrado no segundo semestre de 2024. Apesar das mudanças nas políticas regulatórias em mercados-chave como Estados Unidos e China, o ímpeto de expansão das energias renováveis não diminuiu, mas os investimentos estão se deslocando para ativos com maior capacidade de gestão de receita.

Por segmento, a queda no financiamento de energia solar independente em escala de utilidade pública foi maior do que a da energia eólica onshore. O investimento em energia fotovoltaica independente caiu 20% em termos anuais, para US$ 75,4 bilhões (€ 64,7 bilhões), o menor nível desde o início do boom da energia solar em 2021. O efeito de canibalização da energia solar pressionou os preços para baixo, enquanto o corte de geração e o congestionamento da rede aumentaram a incerteza das receitas, levando investidores e desenvolvedores a migrar para modelos de projetos mais flexíveis.

Projetos híbridos de energia fotovoltaica com armazenamento de energia atingiram um investimento recorde de US$ 25 bilhões (€ 21,5 bilhões) no primeiro semestre de 2026, quase o dobro do segundo semestre de 2025 e o triplo do primeiro semestre de 2025. Estados Unidos e Austrália lideram esse segmento.

Os Estados Unidos são o segundo maior mercado de investimento, atrás apenas da China, superando a União Europeia, com um crescimento anual de 54%. Os desenvolvedores aceleraram o financiamento para cumprir os prazos de solicitação de créditos fiscais, ao mesmo tempo em que respondem ao forte crescimento da demanda de eletricidade impulsionado por fatores como data centers. O investimento em energia solar cresceu 41%, atingindo um recorde de US$ 45,8 bilhões (€ 39,3 bilhões), enquanto o investimento em energia eólica alcançou US$ 13,8 bilhões, mais que o dobro do mesmo período do ano anterior. Projetos ainda elegíveis aos créditos fiscais devem sustentar a construção no curto prazo, com as últimas instalações previstas para se estenderem até 2030.

O investimento global em energia eólica totalizou US$ 92,3 bilhões, uma queda de 27% em termos anuais. A eólica offshore foi a mais afetada, com queda de 72% no investimento, devido a resultados desfavoráveis em leilões, aumento dos custos de capital e financiamento, e uma redução no pipeline de projetos aptos a atingir a conclusão financeira. O investimento em eólica onshore caiu menos, 4%, totalizando US$ 80,7 bilhões. A Europa contrariou a tendência, com Alemanha, Romênia e Sérvia se beneficiando de leilões recentes e alcançando níveis recordes de investimento.

Após a reforma do mercado de eletricidade, a participação da China no investimento global caiu de mais da metade em 2022 para um quarto. Em contraste, o investimento no Vietnã quadruplicou, com o total do Sudeste Asiático ultrapassando US$ 12 bilhões. A Nigéria impulsionou o desenvolvimento de projetos distribuídos de energia solar e armazenamento, o investimento na Ásia Central permaneceu acima de US$ 4 bilhões, e o Brasil elevou o investimento global em biocombustíveis para US$ 7,7 bilhões.

A BloombergNEF projeta que a nova capacidade instalada de energia renovável em 2026 será inferior à de 2025, marcando a primeira queda anual em mais de uma década. A instituição espera que o crescimento seja retomado a partir de 2027.

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