Petrobras adquire 90% de participação em 8 blocos de exploração offshore na Costa do Marfim

2026-09-18 09:07
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De acordo com pt.wedoany.com-Em 17 de setembro, a Petrobras, por meio de sua subsidiária integral Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), assinou formalmente 8 contratos de partilha de produção com a República da Costa do Marfim e a companhia petrolífera nacional costa-marfinense PETROCI Holding, adquirindo participação em oito blocos de exploração de petróleo e gás offshore na Costa do Marfim: CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702. A PNBV deterá 90% de participação em cada bloco e atuará como operadora, enquanto a PETROCI Holding deterá os 10% restantes.

Os 8 blocos acima mencionados estão localizados na área marítima ocidental da bacia sedimentar da Costa do Marfim, a maioria deles em águas profundas. O governo costa-marfinense já havia aprovado em junho a assinatura dos contratos de partilha de produção com a Petrobras para esses blocos. Após a conclusão da assinatura formal em 17 de setembro, o projeto passou da fase de negociação contratual para a fase de formalização dos direitos de exploração. O governo costa-marfinense declarou que, com a assinatura dos 8 novos contratos, cerca de 75% da área total da bacia sedimentar nacional já está incluída em atividades de produção, avaliação ou exploração, abrangendo uma área de aproximadamente 63 mil quilômetros quadrados.

O escopo anteriormente discutido entre a Petrobras e o governo costa-marfinense chegou a incluir 9 blocos, incluindo o CI-700, mas os contratos formalmente assinados ficaram limitados a 8 blocos, não incluindo o CI-700. Documentos governamentais anteriores indicavam que a maioria desses blocos está localizada em águas profundas na parte ocidental da bacia sedimentar da Costa do Marfim, e a Petrobras já havia iniciado negociações contratuais para as áreas marítimas relacionadas.

O cerne desta assinatura permanece na fase de exploração. O comunicado oficial da Petrobras divulgou até o momento os números dos blocos, as proporções de participação e os arranjos de operação, mas ainda não publicou a área de cada bloco, a profundidade específica da lâmina d'água, o valor do investimento inicial em exploração, os compromissos mínimos de trabalho, a escala de aquisição sísmica 2D ou 3D, a localização do primeiro poço exploratório e o cronograma de perfuração. Nesta fase, também não há descobertas de petróleo e gás, confirmação de reservas ou marcos de desenvolvimento e construção.

A Petrobras incluiu esta aquisição de blocos na Costa do Marfim em seu plano de expansão do portfólio de exploração no exterior. A empresa já vinha promovendo sua presença exploratória em mercados africanos como São Tomé e Príncipe, África do Sul, Namíbia e Gana, com foco em bacias de águas profundas com condições geológicas semelhantes em ambos os lados do Atlântico. Após esta assinatura, a Costa do Marfim torna-se um novo mercado prioritário no portfólio de exploração upstream da empresa na África.

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