Rio Tinto inaugura usina solar com telúrio de sua própria produção em Utah
2026-01-21 11:30
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A Rio Tinto recentemente colocou em operação uma nova usina de energia solar em sua mina de cobre Kennecott, localizada em Utah, EUA. A usina tem uma capacidade instalada de 25 megawatts e sua particularidade reside no fato de que parte dos painéis solares utilizados contêm telúrio extraído de subprodutos da própria fundição de cobre da Kennecott. Esta prática estabelece uma cadeia de ciclo localizada, desde a extração mineral até a produção de energia limpa.

A construção da usina começou em outubro de 2024, em parceria com a empresa de engenharia Bechtel, e entrou em operação em dezembro do ano passado. Juntamente com a usina de 5 megawatts construída em 2023, a capacidade solar total instalada na mina Kennecott agora chega a 30 megawatts, estimando-se que possa atender à demanda anual de eletricidade de aproximadamente 1.026 residências norte-americanas. A nova usina está equipada com mais de 71.000 módulos fotovoltaicos, sendo que o telúrio utilizado em parte desses módulos é produzido na própria mina desde 2022, uma das poucas fontes domésticas de fornecimento deste mineral nos Estados Unidos.

Nate Foster, Diretor Gerente da Rio Tinto Kennecott, afirmou: "Esta nova usina solar não apenas fornece energia renovável para nossas operações, mas também demonstra a economia circular e a resiliência da cadeia de suprimentos. Nós extraímos cobre e telúrio em Kennecott... e utilizamos o telúrio nos painéis solares que alimentam a usina, mostrando assim como os minerais críticos domésticos podem apoiar a produção de energia renovável."

O caminho completo desta cadeia de suprimentos circular é o seguinte: o telúrio produzido em Kennecott é processado pela empresa canadense 5N Plus em material semicondutor, que é então fornecido à empresa norte-americana First Solar para a fabricação dos módulos fotovoltaicos, que por fim são instalados de volta na mina. Este modelo visa aumentar a confiabilidade e a autonomia da cadeia de suprimentos de minerais críticos na região da América do Norte. Estima-se que a operação da usina solar possa reduzir as emissões de Escopo 2 relacionadas às operações da Kennecott em aproximadamente 6% ao ano.

Este projeto demonstra a possibilidade de integrar as operações da mina com a produção de energia limpa, utilizando materiais críticos de sua própria produção para impulsionar o fornecimento de eletricidade de baixo carbono, oferecendo um caso prático para a transição energética no setor de recursos.

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