Petrobras e Pemex discutem cooperação na exploração de petróleo em águas profundas do Golfo do México
2026-03-23 13:32
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O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, revelou recentemente que discutiu com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, a possibilidade de cooperação entre as empresas estatais de petróleo dos dois países – a Petrobras do Brasil e a Pemex do México – na exploração de petróleo em águas profundas do Golfo do México.

Em um evento público na sexta-feira, Lula disse que, a pedido da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, telefonou para Sheinbaum para propor uma colaboração entre as duas empresas no Golfo do México. Lula sugeriu a Sheinbaum: "A Pemex pode receber apoio da Petrobras para explorar petróleo em conjunto a uma profundidade de 2.500 metros no Golfo do México." No entanto, ele não revelou detalhes da conversa ou da cooperação.

A Petrobras é especialista em operações em águas profundas e busca expandir-se no exterior para aumentar a produção e complementar suas reservas de petróleo e gás. Atualmente, a empresa não tem operações no México. Já a Pemex enfrenta desafios de queda na produção, com sua produção de petróleo reduzida à metade do pico registrado há 20 anos. O governo mexicano tem buscado parceiros privados para ajudar a aumentar a produção, mas, além do Grupo Carso do bilionário Carlos Slim, poucas grandes empresas internacionais anunciaram projetos relacionados.

Lula também sugeriu que o Brasil e a Petrobras considerem estabelecer uma reserva estratégica de petróleo, semelhante aos estoques mantidos por países como Estados Unidos e China para lidar com emergências e mitigar interrupções no fornecimento. Ele destacou: "Não é algo rápido, leva tempo, mas é uma questão estratégica que a Petrobras e o governo devem considerar. Precisamos construir gradualmente um estoque regulador para evitar sermos afetados pelas atuais flutuações do mercado."

Além disso, Lula mencionou que a Petrobras tentará recomprar uma refinaria na Bahia que foi vendida em 2021 à Mubadala Capital, subsidiária de gestão de ativos do fundo soberano de Abu Dhabi. Ele criticou a venda da refinaria pelo governo anterior e afirmou: "Vamos comprá-la de volta, pode levar algum tempo, mas vamos comprar."

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