De acordo com pt.wedoany.com-A Corporação Nacional do Cobre do Chile (Codelco) alcançou um progresso crucial na avaliação do transporte elétrico na mineração: seu projeto piloto de caminhão elétrico, realizado em parceria com a chinesa Sany, completou um teste de transporte de 27 toneladas de minério de cobre entre a Divisão Radomiro Tomic e o porto de Angamos, cobrindo uma distância de 680 km em uma única viagem. Esta rota, com um desnível acumulado superior a 2.500 metros e a necessidade de atravessar ambientes de alta temperatura, é um dos corredores logísticos mais desafiadores do norte do Chile.
Este teste baseia-se no Memorando de Entendimento assinado pelas partes em 2023, com o objetivo central de validar a viabilidade técnica de equipamentos elétricos em cenários de mineração extremos. O caminhão 100% elétrico fornecido pela Sany completou com sucesso o transporte em toda a rota, mantendo a mesma capacidade de carga dos caminhões a diesel tradicionais. Mauricio Acuña, Vice-Presidente de Suprimentos da Codelco, destacou: "Dados preliminares confirmam que o transporte pesado elétrico pode ser uma alternativa técnica para rotas de transporte estratégicas."
A avaliação do projeto abrange toda a cadeia operacional, monitorando não apenas o desempenho do caminhão, mas também focando na eficiência logística, no layout da infraestrutura de carregamento e na relação custo-benefício energética. Estimativas indicam que, em um cenário de preços elevados do petróleo, os equipamentos elétricos podem reduzir os custos operacionais em 18%-22% em comparação com os modelos a diesel, além de diminuir as emissões de carbono em mais de 30%. Cao Te, Vice-Presidente da Sany, enfatizou: "O custo da energia e a cobertura da rede de carregamento são variáveis-chave que determinam a velocidade de implementação da tecnologia."
Os resultados do piloto geraram uma discussão profunda no setor sobre a infraestrutura de suporte necessária. Atualmente, a expansão da tecnologia enfrenta três principais gargalos: primeiro, o Chile possui menos de 50 pontos de carregamento para veículos pesados em todo o país, sendo necessário construir pelo menos 8 estações de carregamento dedicadas dentro de um raio de 200 km ao redor das áreas de mineração; segundo, há dúvidas sobre a estabilidade do fornecimento de energia, pois a cobertura de energia renovável na região do Deserto do Atacama, onde estão as minas, é de apenas 65%; terceiro, falta um mecanismo de colaboração intersetorial, pois os padrões envolvendo seis tipos de atores - empresas de transporte, fornecedores de energia, órgãos reguladores, entre outros - ainda não estão unificados.
A Codelco planeja investir US$ 120 milhões até 2025 para construir a primeira zona de demonstração de transporte eletrificado na mina de Chuquicamata. Se os dados deste piloto forem validados, a empresa pode iniciar a aquisição de seu primeiro lote de 50 caminhões elétricos em 2026, com potencial para reduzir as emissões anuais de um único complexo mineiro em mais de 12.000 toneladas equivalentes de CO2. Este experimento de eletrificação liderado por um gigante da mineração sul-americana está remodelando o cenário de competição tecnológica nas cadeias de suprimentos globais do setor.
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