De acordo com pt.wedoany.com-A ValOre Metals divulgou os avanços nos testes metalúrgicos de seu projeto de elementos do grupo da platina (PGM) Pedra Branca, localizado no Ceará, Brasil, de propriedade integral da empresa. Os testes abrangem dois processos: biolixiviação e tratamento por cianetação após pré-tratamento cáustico, com estudos comparativos focados em material intemperizado de Esbarro e material cromitífero.
O tratamento por cianetação após pré-tratamento por biolixiviação extraiu 72,88% de platina e 74,07% de paládio do material intemperizado de Esbarro em um período de lixiviação de 22 dias. Os resultados foram consistentes com um ciclo de teste de 60 dias, indicando que a cinética de lixiviação pode suportar ciclos de processamento mais curtos. Por outro lado, o tratamento por cianetação após pré-tratamento por craqueamento cáustico extraiu 66,42% de platina e 78,81% de paládio do material cromitífero, sugerindo que minérios de cromita de alto teor podem ser adequados para uma rota de processamento dedicada. A resposta distinta dos dois tipos de material às diferentes rotas processuais fornece uma base técnica para a triagem e beneficiamento de minério próximo à superfície.
O material intemperizado representa aproximadamente 30% das onças totais de PGM no recurso inferido de Pedra Branca. Suas características mineralógicas, incluindo a oxidação de sulfetos, reduzem a adequação para flotação, tornando métodos baseados em lixiviação uma escolha mais viável. A reprodutibilidade da rota de biolixiviação para este tipo de material fornece suporte técnico para a redução do ciclo de processamento. Embora o material cromitífero represente apenas cerca de 5% das onças do recurso inferido, seu teor é significativamente mais alto, variando de 6,4 a 8,5 gramas por tonelada de platina, paládio e ouro, muito acima da média do projeto. A eficiência de extração de PGM do material cromitífero pelo processo de craqueamento cáustico aponta para a possibilidade de uma rota de processamento dedicada para material de alto teor.
A redução de riscos no desenvolvimento do projeto não se limita ao aspecto metalúrgico. A mineralização se estende até a superfície, permitindo métodos de mineração a céu aberto que podem reduzir a intensidade de capital. O projeto está localizado a cerca de 4 horas por estrada pavimentada de um porto de águas profundas, e há fornecimento de energia elétrica nas proximidades do local, reduzindo os custos de transporte de minério e acesso ao mercado. No âmbito regulatório, a Agência Nacional de Mineração (ANM) do Brasil aprovou os relatórios finais de exploração para quatro áreas de depósito (Esbarro, Cedro, Curiu e Cana Brava), avançando para a fase de solicitação de concessão de mineração.
Os atuais resultados dos testes metalúrgicos fornecem evidências técnicas preliminares para uma Avaliação Econômica Preliminar (PEA), mas testes adicionais em maior escala, como em reatores de tanque agitado, simulação de colunas de lixiviação em pilha, desenvolvimento de fluxogramas e avaliação econômica do processo, ainda são necessários. O objetivo é concluir a PEA até o final de 2026, focando na estimativa de despesas de capital (CAPEX), desenvolvimento de um modelo de custo de mina, planejamento da sequência de mineração e avaliação das necessidades de infraestrutura. Os trabalhos de licenciamento e avaliação de impacto ambiental estão programados para começar no primeiro trimestre de 2027.
A base de recursos do projeto Pedra Branca é definida pelo recurso inferido NI 43-101 de 2022, contendo 2,198 milhões de onças de platina, paládio e ouro em 63,6 milhões de toneladas com teor de 1,08 gramas por tonelada, distribuídos por sete áreas de depósito. Se as características geométricas favoráveis à mineração a céu aberto se traduzirão em uma vantagem de custo significativa dependerá dos resultados dos fluxogramas e trabalhos de engenharia subsequentes.
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