Vendas de cimento no Brasil crescem 2,2% em abril de 2026, com região Sudeste liderando alta
2026-05-14 17:44
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De acordo com pt.wedoany.com-De acordo com o relatório do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), as vendas de cimento no Brasil em abril de 2026 cresceram 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 5,239 milhões de toneladas para 5,354 milhões de toneladas. O crescimento foi impulsionado pelas perspectivas econômicas favoráveis, com a taxa de desemprego no primeiro trimestre em apenas 6,1%, o menor nível desde 2012, mantendo um patamar salarial elevado; a política de isenção do imposto de renda impulsionou a confiança do consumidor; beneficiado pelo programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", o mercado imobiliário continuou registrando crescimento nas vendas e na oferta de novos imóveis, sendo que este programa representou 52% da oferta total de novas unidades.

Gráfico de vendas de cimento

Por região, as vendas no Sudeste cresceram 6,1% em relação ao ano anterior, passando de 2,359 milhões de toneladas para 2,502 milhões de toneladas; a região Sul registrou alta de 1,4%, de 910 mil toneladas para 923 mil toneladas; o Nordeste apresentou queda de 0,5%, de 1,13 milhão de toneladas para 1,124 milhão de toneladas; o Centro-Oeste caiu 2,2%, de 591 mil toneladas para 578 mil toneladas; e a região Norte teve retração de 8,8%, de 249 mil toneladas para 227 mil toneladas. O volume de exportações em abril de 2025 caiu 16,7% em relação ao ano anterior, de 6 milhões de toneladas para 5 milhões de toneladas.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as vendas domésticas de cimento no Brasil cresceram 1,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo 21,287 milhões de toneladas. A região Nordeste apresentou o crescimento mais forte, com alta de 7,3% em relação ao ano anterior, para 4,787 milhões de toneladas. O volume de exportações no quadrimestre caiu 36,4% em relação ao ano anterior, de 22 mil toneladas para 14 mil toneladas.

O presidente do SNIC, Paulo Camillo Penna, declarou: "Apesar dos resultados positivos nas vendas de cimento, os impactos do conflito no Oriente Médio já começam a ser sentidos. O reajuste no preço do coque de petróleo nos causou um impacto significativo, sendo esta a principal matéria-prima para a produção de cimento, representando cerca de 40% do custo de produção. Além disso, os insumos importados também registraram um aumento expressivo."

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