De acordo com pt.wedoany.com-A CMU Energia traçou uma meta de expansão para os próximos anos: elevar sua base de consumidores geridos de 130 mil para 500 mil até o final de 2027. Para alcançar esse crescimento, a empresa planeja acelerar sua atuação no segmento de geração distribuída, ampliando a gestão de usinas solares e conectando geradores a consumidores que desejam reduzir a conta de luz.
A companhia atende tanto consumidores do mercado livre de energia quanto do mercado regulado, mas vê os serviços baseados em geração distribuída como sua principal via de expansão. O CEO, Walter Fróes, afirma que o núcleo da estratégia é gerir ativos de geração distribuída, construindo uma plataforma que conecta investidores e proprietários de usinas a consumidores que buscam acesso à energia solar por meio do modelo de geração compartilhada.
Atualmente, a CMU Energia gere 112 megawatts em usinas de geração distribuída e prevê adicionar 600 MW até o final de 2027. Para sustentar esse avanço, a empresa já fez parcerias com fundos de investimento capitalizados, prontos para aportar até R$ 1 bilhão na aquisição de projetos de geração distribuída já em operação.
No momento, a atuação da CMU concentra-se em Minas Gerais — um dos estados mais importantes para a geração distribuída no Brasil. A empresa planeja expandir sua presença para outros 20 estados. Fróes enfatiza que a meta de gestão é alcançar 500 mil consumidores até o final de 2027.
A empresa projeta que a receita proveniente de serviços representará cerca de 70% do faturamento total nos próximos anos. Em 2025, a receita no segmento de geração distribuída cresceu 20% em relação ao ano anterior, reforçando ainda mais a confiança da companhia em investir no setor.
Para apoiar o crescimento, a CMU já investiu mais de R$ 3,5 milhões no desenvolvimento de softwares e ferramentas de inteligência artificial para automatizar a gestão operacional. Fróes considera a digitalização de processos crucial para gerir dezenas de milhares de unidades consumidoras e contratos simultaneamente, reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência do serviço.
Em sua visão, a futura abertura do mercado livre para consumidores de baixa tensão não representa uma ameaça ao desenvolvimento da geração distribuída. Os dois modelos coexistirão, atendendo a diferentes perfis de consumo, mas o amadurecimento do setor acelerará o processo de consolidação das empresas. "A geração distribuída continuará crescendo, mas veremos cada vez mais atividades de aquisição, com grandes empresas comprando companhias menores e ganhando escala", concluiu.
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