De acordo com pt.wedoany.com-A startup brasileira Belterra está captando pelo menos R$ 800 milhões, por meio de uma série de estruturas de Sociedades de Propósito Específico (SPE), para seu projeto de converter pastagens em sistemas agroflorestais e plantar cacau.
Valmir Ortega, fundador e CEO da empresa, afirmou que a companhia já validou seu modelo de negócios e o apresentou aos investidores, entrando agora em uma fase de crescimento real. A Belterra obteve R$ 100 milhões em financiamento do Fundo Clima do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no segundo semestre do ano passado e, posteriormente, concluiu uma rodada de financiamento de R$ 75 milhões, liderada pela Bold.t, com participação da MOV, Rise e da fundação alemã Ecosia. Os recursos de capital próprio serão usados para fortalecer a estrutura da empresa, incluindo equipe, sistemas de gestão, viveiros e equipamentos compartilhados.
A empresa já possui cerca de 2.800 hectares contratados nos estados do Pará, Rondônia, Mato Grosso e Maranhão, dos quais aproximadamente 600 hectares já estão plantados com cacau. O custo de implementação do sistema agroflorestal varia entre R$ 35 mil e R$ 100 mil por hectare, e o custo total de implementação dos projetos atuais pode ultrapassar R$ 1 bilhão. Para escalar o negócio, a Belterra está estruturando dois novos veículos de investimento, com cada projeto alocado em uma SPE diferente. A segunda SPE terá uma captação de cerca de R$ 300 milhões, incluindo investidores de dívida e capital próprio, e Ortega espera a participação do BNDES; a terceira SPE terá uma captação superior a R$ 500 milhões, totalmente alavancada por capital próprio, com o parceiro investidor como provedor de 100% do capital e a Belterra atuando como operadora de serviços.
A empresa planeja adicionar duas novas SPEs em 2026, visando acrescentar mais 15 mil hectares de área implementada nos estados do Pará, Bahia e Mato Grosso nos próximos cinco a seis anos, com a expectativa de atingir uma área total de cerca de 20 mil hectares entre 2033 e 2034. Atualmente, o gargalo na capacidade dos viveiros é significativo, e a Belterra planeja aumentar a produção anual de mudas de cacau de 1,3 milhão para 3 milhões até o final de 2027, integrando verticalmente toda a produção de mudas. A principal região de expansão atual da empresa é o estado do Pará, onde possui três centros operacionais, além de atuar em Rondônia, Bahia e Mato Grosso. Ortega afirmou que Mato Grosso possui atualmente cerca de 600 hectares de cacau, e a empresa planeja implementar aproximadamente 3.000 hectares no local para recuperar a produção de cacau na região.
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