De acordo com pt.wedoany.com-A empresa brasileira de infraestrutura Ecorodovias está prestes a iniciar um ciclo de investimentos de 13 bilhões de reais (cerca de US$ 2,6 bilhões) relacionado a um contrato de concessão de rodovias com o estado de Minas Gerais, movimento que eleva ainda mais a participação do setor privado nos investimentos dessa área.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão regulador do setor, aprovou o resultado do leilão da concessão do sistema rodoviário BR-116/251 em Minas Gerais (denominado Rota das Gerais), um trecho de 735 quilômetros de extensão.
Em março deste ano, a Ecorodovias foi declarada vencedora da licitação após apresentar um desconto de 19% sobre a tarifa básica de pedágio, superando a Monte Rodovias e um consórcio formado pelo fundo Yvy Capital e a Pavidez Engenharia.
A maior parte do investimento será concentrada nos primeiros anos do contrato, que tem duração de 30 anos. As principais obras previstas incluem a duplicação de 186 quilômetros e a construção de 160 quilômetros de faixas adicionais. Em comunicado, a ANTT destacou que essas obras devem ser executadas entre o 3º e o 10º ano da concessão.
Assim como em outras áreas de infraestrutura no Brasil, o setor rodoviário tem alcançado volumes recordes de investimento. No entanto, a maior parte dos recursos provém do setor privado, com uma série de leilões em andamento. Essa situação gera preocupação entre os participantes do mercado, que pedem um aumento do investimento público.
Roberto Figueiredo Guimarães, diretor da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), afirmou: "O investimento público federal em infraestrutura de transportes e saneamento básico este ano é de apenas 20 bilhões de reais, representando apenas 0,14% do PIB e 0,76% da despesa primária líquida." Ele ressaltou que, ao mesmo tempo, o governo gastará este ano mais de 50 vezes esse valor com o pagamento de juros da dívida pública.
Guimarães disse: "A insuficiência do investimento público leva à queda da relação Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF)/PIB, que era em média 22% nas décadas de 1970 e 1980, caiu para um nível baixo de 15% em média entre 2016 e 2019, e agora atinge 16,8% em 2025. Isso está longe de ser suficiente. Se não fossem os investimentos privados provenientes dos projetos de concessão de infraestrutura em andamento por todo o país, essa proporção seria ainda menor."
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