De acordo com pt.wedoany.com-A empresa brasileira de energia renovável Casa dos Ventos adquiriu recentemente da francesa Voltalia os direitos de acesso à rede elétrica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no estado do Ceará, com planos de utilizá-los para projetos de produção de hidrogênio verde e centros de dados. As duas empresas já notificaram a transação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), aguardando agora a aprovação antitruste.
A capacidade de acesso à rede envolvida nesta aquisição é de 650 megawatts (MW). De acordo com documentos apresentados pela Casa dos Ventos ao Cade, esta transação de acesso à rede visa "criar demanda de energia e expandir a escala de seus projetos de geração de energia renovável no Brasil". Após a conclusão da aquisição, a capacidade total de acesso à rede da Casa dos Ventos na região do Pecém para projetos de centros de dados chegará a 2.100 megawatts. Além disso, a empresa detém na área mais de 600 megawatts em direitos de acesso à rede dedicados exclusivamente a projetos de hidrogênio verde.
Em sua manifestação ao órgão antitruste, a Voltalia afirmou que a venda dos direitos de acesso à rede representa "uma oportunidade de levantar fundos". A empresa francesa de energia renovável vem enfrentando pressões financeiras no mercado brasileiro devido a cortes de geração (curtailment), tendo declarado anteriormente que novos investimentos no Brasil dependeriam de "maior previsibilidade regulatória".
O Complexo do Pecém tornou-se, nos últimos anos, um polo de atração de investimentos em infraestrutura digital no Brasil. A Casa dos Ventos já participa do projeto de centro de dados do TikTok no Pecém, liderado pela Omnia Data Centers, com investimento total estimado em cerca de 2 bilhões de dólares e previsão de entrada em operação em 2027. Os novos direitos de acesso à rede adquiridos agora reforçarão os planos de expansão da empresa nos segmentos de hidrogênio verde e centros de dados.
A transação está atualmente sob análise do Cade, e o valor financeiro envolvido não foi divulgado. Segundo a imprensa especializada do setor energético brasileiro, a previsão é de que os projetos de acesso à rede associados entrem em operação somente após 2031.
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