Assembleia Geral da Acciona Energía aprova pauta com plano de adicionar 700 MW de capacidade
2026-06-05 09:59
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De acordo com pt.wedoany.com-A Acciona Energía aprovou por maioria absoluta todos os itens da pauta em sua Assembleia Geral realizada em Madrid, incluindo a aprovação das contas anuais, do relatório anual de sustentabilidade, a reeleição da KPMG como auditora até 2029 e o pagamento de um dividendo de 0,03 euros por ação, a ser pago em 18 de junho.

Parque eólico da Acciona Energía no Peru.

Em resposta a um acionista que questionou o motivo do pagamento de um dividendo "modesto" em um contexto de lucros, o presidente da Acciona Energía, José Manuel Entrecanales, afirmou que se trata de uma "decisão estratégica", baseada na necessidade de a empresa continuar investindo. Ele explicou que o conselho e o mercado consideram mais sensato, no momento, distribuir dividendos mais baixos e utilizar os recursos financeiros para continuar crescendo.

A CEO da Acciona Energía, Arantza Ezpeleta, ao projetar 2026, afirmou que a empresa mantém uma postura "ambiciosa, mas cautelosa", com o objetivo de alcançar um crescimento "gradualmente acelerado", adicionando cerca de 700 MW de capacidade, apoiada pelo portfólio de projetos em construção. O foco estará em avançar nas operações de rotação de ativos, garantir a plena operação de ativos-chave, consolidar novas vias de crescimento e reforçar a eficiência e a disciplina de custos. Além disso, será necessário avançar "seletivamente" em armazenamento de energia, repotenciação e outras soluções energéticas. Ela acrescentou: "Avançaremos com a rigorosa governança corporativa e o compromisso social que definem a empresa."

Em seu discurso, Ezpeleta destacou a importância de concluir o processo de transição energética. Ela mencionou que a história frequentemente examina grandes mudanças, e que dúvidas, pressões e vozes contrárias surgem, mas o ano passado provou que, quando o mundo se torna complexo, a transição energética não se enfraquece, pelo contrário, torna-se indispensável. O presidente do Grupo Acciona, Entrecanales, também considerou que a situação atual impulsiona um crescimento "inevitável" da participação das energias renováveis na matriz energética, o que não é uma resposta "ideológica", mas sim uma resposta "científica, climática, econômica e industrial". Ele afirmou que a geração de eletricidade renovável "já não é uma alternativa, mas sim um ativo de segurança nacional", e destacou que a segurança energética não se alcança apenas substituindo combustíveis importados por energia local, mas também garantindo que as tecnologias utilizadas para gerar eletricidade estejam em conformidade com os padrões europeus, em vez de depender de decisões tomadas a milhares de quilômetros de distância.

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