De acordo com pt.wedoany.com-A parceria entre a CBA, empresa brasileira de alumínio, e a ComBio para o uso de energia térmica de biomassa completa cinco anos, evitando aproximadamente 1 milhão de toneladas de emissões de CO₂ equivalente na produção de alumina na fábrica da CBA em Alumínio, São Paulo. O projeto substitui combustíveis fósseis por energia térmica de biomassa para fornecer vapor industrial ao processo de refino de alumina, tornando-se um importante investimento em descarbonização no sistema de produção de alumínio de baixo carbono da empresa.
O núcleo dessa colaboração não é apenas a substituição de energia, mas a transformação do componente térmico crítico na indústria intensiva em energia do alumínio em um sistema sustentável, mensurável e operacional de baixo carbono a longo prazo. A cadeia do alumínio, desde a mineração de bauxita, produção de alumina até a eletrólise e processamento downstream, tem alta intensidade energética, com pressão de emissões de carbono concentrada principalmente na eletricidade e no calor. A CBA já possui uma base sólida de eletricidade renovável, mas o refino de alumina requer grandes quantidades de vapor estável e calor de processo. Se continuar dependendo de combustíveis fósseis, a competitividade geral do alumínio de baixo carbono será limitada. Desde março de 2020, a ComBio fornece soluções de energia térmica de biomassa na fábrica da CBA em Alumínio, construindo e operando sistemas de calor renovável para fornecer vapor industrial ao processo de refino, reduzindo o uso de combustíveis fósseis. Em cinco anos de operação, o projeto consumiu mais de 3,8 milhões de toneladas de biomassa e gerou cerca de 7,1 milhões de toneladas de vapor para apoiar o processo de produção de alumina da CBA. Em comparação com reformas pontuais de equipamentos, esse modelo de terceirização de energia e operação de longo prazo se aproxima mais de um serviço de descarbonização industrial: o fornecedor de energia é responsável por investir, construir e operar o sistema térmico, enquanto a empresa de alumínio recebe um fornecimento estável de vapor de baixo carbono, resolvendo metas de descarbonização, continuidade da produção e controle de custos em um único quadro.
A redução de 1 milhão de toneladas de CO₂ equivalente é o resultado de estágio mais direto do projeto.
Para a CBA, a redução de emissões no refino de alumina tem um significado especial. O alumínio eletrolítico é frequentemente visto como o elo mais intensivo em eletricidade e mais visado na indústria do alumínio, mas a produção de alumina também determina o nível de emissões do ciclo de vida dos produtos de alumínio de baixo carbono. Empresas internacionais dos setores automotivo, de embalagens, construção, equipamentos de energia e bens de consumo estão cada vez mais atentas à pegada de carbono das matérias-primas. A capacidade dos fornecedores de alumínio de oferecer produtos de baixa emissão, rastreáveis e com suporte de padrões de terceiros está afetando sua entrada nas cadeias de suprimentos de clientes de alto nível. A CBA é uma importante produtora integrada de alumínio no Brasil, cobrindo desde a bauxita até produtos de alumínio e reciclagem. Sua capacidade de produção de baixo carbono está diretamente relacionada ao seu posicionamento no mercado internacional de alumínio. O projeto de energia térmica de biomassa permite que a CBA continue reduzindo a intensidade de emissões na fase de alumina, sinergizando com sua eletricidade renovável, uso de alumínio reciclado e estratégia ESG, ajudando a empresa a expandir a vantagem do "alumínio de baixo carbono" de uma única fonte de eletricidade para uma capacidade sistêmica em processos-chave. Para os clientes, o alumínio de baixo carbono não é apenas um rótulo ambiental, mas também afetará futuros mecanismos de ajuste de carbono na fronteira, auditorias de cadeia de suprimentos, compras verdes, avaliações de financiamento e conformidade de marca. Quem estabelecer um caminho estável de redução de emissões mais cedo terá mais facilidade para obter poder de barganha e fidelidade do cliente em mercados de alto padrão.
O projeto também impulsionou a cadeia de suprimentos regional de biomassa. Para que um sistema industrial de energia térmica de biomassa opere a longo prazo, são necessárias fontes estáveis de combustível, logística organizada, controle de qualidade e gestão de segurança, não podendo depender apenas de compras pontuais. A colaboração entre CBA e ComBio, ao mesmo tempo que reduz emissões, também fortalece o uso industrial dos recursos locais de biomassa, gerando demanda por coleta, transporte, processamento e serviços operacionais de combustível. Para um país rico em recursos e agrícola como o Brasil, a energia térmica de biomassa oferece um caminho realista de descarbonização para parte da indústria intensiva em energia: não exige que as empresas substituam imediatamente todo o sistema de produção, nem depende totalmente da expansão da rede elétrica, mas sim substitui o calor industrial, um elo difícil de descarbonizar. A replicabilidade desse modelo depende da sustentabilidade do combustível, do raio de fornecimento, do preço da energia térmica, da confiabilidade do equipamento e da capacidade de gestão ambiental. Se essas condições se mantiverem estáveis, a energia térmica de biomassa encontrará mais aplicações em setores como mineração, celulose, alimentos, química, metalurgia e materiais de construção.
A competitividade futura da CBA ainda dependerá de os investimentos em descarbonização avançarem em sintonia com capacidade produtiva, reciclagem e demanda dos clientes. O mercado de alumínio de baixo carbono está passando do conceito para os pedidos. A leveza automotiva, equipamentos de energia renovável, materiais de construção energeticamente eficientes e embalagens de alto padrão exigem produtos de alumínio com menor pegada de carbono. A CBA já formou uma vantagem combinada em eletricidade renovável, substituição térmica na alumina e processamento de alumínio reciclado. O próximo passo é continuar aprimorando a divulgação de dados, certificação de produtos, customização para clientes e capacidade de recuperação de recursos reciclados. O projeto de energia térmica de biomassa, com redução de 1 milhão de toneladas em cinco anos, fornece um resultado de estágio verificável para sua estratégia de alumínio de baixo carbono e demonstra que a indústria brasileira de alumínio está transformando recursos de energia limpa em vantagens industriais na competição global por alumínio verde.
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