De acordo com pt.wedoany.com-O Centro Fitossanitário Russo (ФГБУ «ВНИИКР»), subordinado ao Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, realizou recentemente uma conferência internacional de prática científica dedicada ao controle de espécies exóticas invasoras. Os materiais da conferência foram publicados no site da revista «Fitossanidade. Quarentena de Plantas» («Фитосанитария. Карантин растений»).

Espécies exóticas invasoras são organismos, incluindo plantas, animais, fungos e microrganismos, introduzidos pelo homem em novos habitats, onde se estabelecem, reproduzem e começam a se dispersar ativamente, causando danos aos ecossistemas locais, à economia ou à saúde humana.
Nem todas as espécies exóticas se tornam invasoras. Algumas não conseguem sobreviver no novo ambiente ou encontrar seu lugar na cadeia alimentar. As que conseguem sobreviver podem representar uma séria ameaça à ecologia local. Espécies invasoras competem com as espécies nativas, levando à sua extinção, prejudicam culturas agrícolas e florestais, danificam infraestruturas, alteram ecossistemas e perturbam processos naturais. Além disso, podem atuar como vetores de doenças, causar alergias ou queimaduras.
O homem é o principal responsável pela disseminação de espécies invasoras. Na maioria dos casos, espécies invasoras são introduzidas em novas regiões de forma intencional, como espécies ornamentais ou forrageiras, resultado da globalização do comércio internacional. Ao mesmo tempo, também ocorrem introduções não intencionais, como sementes e esporos aderidos a roupas, solas de sapatos, pneus de veículos ou pelos de animais; pragas transportadas com madeira, embalagens, produtos agrícolas ou meios de transporte; e organismos marinhos que percorrem grandes distâncias através da água de lastro de navios.
O controle de espécies invasoras é uma tarefa sistêmica que requer participação em diferentes níveis. A prevenção e a contenção de invasões são consideradas as medidas mais eficazes e econômicas. As ações específicas incluem: elaborar e cumprir regulamentações sobre importação e exportação de espécies, inspecionar cargas, meios de transporte e bagagens de passageiros; realizar monitoramento regular das regiões para detectar espécies invasoras em estágios iniciais de dispersão; assim que uma nova espécie invasora for detectada, adotar medidas imediatas de erradicação ou controle localizado, sendo a remoção mecânica frequentemente o método mais eficaz; alguns países já utilizam robôs e drones para monitorar e eliminar pragas de forma direcionada. A conscientização pública sobre os danos e perigos das espécies invasoras, bem como a preferência por plantas nativas locais em projetos de paisagismo, também são partes importantes do trabalho de controle.
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