De acordo com pt.wedoany.com-O diretor financeiro da AT&T, Pascal Desroches, afirmou na Conferência de Tecnologia da Mizuho que os satélites são uma solução eficaz para a cobertura de comunicação nas áreas mais remotas dos Estados Unidos. Ele destacou que a infraestrutura atual de fibra óptica, TV a cabo, acesso fixo sem fio e rede sem fio do país pode cobrir 99% da população, mas ainda há 1% vivendo em regiões extremamente remotas sem cobertura.
Desroches considera que o custo de implantar infraestrutura tradicional em áreas muito remotas é excessivamente alto, enquanto nas cidades e subúrbios, o custo por bit de fornecer conectividade usando a infraestrutura existente é menor do que com satélites. Ele afirmou que esses mercados já têm concorrentes maduros e competição acirrada. A AT&T oferece soluções de alta qualidade a "preços extremamente atrativos" nas áreas urbanas e suburbanas, sendo este seu foco principal.
Atualmente, a AT&T investiu na AST SpaceMobile, mas Desroches reiterou a opinião já expressa pelo CEO e presidente John Stankey de que a empresa planeja colaborar com diferentes operadoras de satélite para preencher lacunas de cobertura, garantindo que os usuários mantenham conectividade contínua ao dirigir para áreas extremamente remotas.
Desroches mencionou a joint venture anunciada no mês passado pela AT&T com a Verizon e a T-Mobile. O objetivo da joint venture é chegar a um acordo sobre um conjunto de padrões e princípios para fornecer serviços diretos ao dispositivo (D2D), idealmente reunindo recursos de espectro escassos para alcançar uma cobertura mais abrangente e compartilhar os custos de infraestrutura para fornecer conectividade via satélite. Muitos observadores consideram a joint venture uma medida defensiva contra a expansão agressiva da SpaceX no setor móvel. Desroches acredita que, combinando as faixas de espectro de cada uma das três operadoras, elas podem atender melhor o mercado D2D do que agindo individualmente.
Em termos de ativos, no ano passado a AT&T viu oportunidades de adquirir espectro atrativo da EchoStar, incluindo faixas de banda média (3,45 GHz) e banda baixa (600 MHz), além de uma oportunidade única de adquirir ativos de fibra óptica da Lumen em regiões onde a AT&T ainda não opera. No setor sem fio, a participação da AT&T na área da Lumen é inferior à média nacional. Atualmente, a empresa está focada em executar e monetizar os ativos adquiridos recentemente.
A AT&T prevê que, até o final deste ano, o número de residências cobertas por fibra óptica chegará a aproximadamente 40 milhões, com o objetivo de oferecer serviços de fibra e sem fio simultaneamente a esses usuários. Até 2030, a previsão é que a cobertura de fibra ultrapasse 60 milhões de residências. Desroches afirmou que, por meio dessas relações, a empresa conseguirá impulsionar o crescimento da participação externa no setor sem fio.
A fibra óptica é o principal produto para banda larga, e o acesso fixo sem fio (FWA) é outra ferramenta disponível, utilizável em áreas antigas de DSL onde a fibra ainda não foi instalada. Desroches enfatizou que, ao vender FWA, é necessário considerar sua integração com o negócio sem fio, e que o FWA só faz sentido quando utiliza capacidade ociosa sem necessidade de densificação da rede para fornecer cobertura e capacidade adicionais. Para a AT&T, também é importante usar o FWA de forma precisa em áreas fora de sua cobertura tradicional para impulsionar a convergência e aumentar a participação no mercado sem fio. T-Mobile e Verizon são muito mais agressivas no FWA do que a AT&T, e Desroches afirmou que essa situação não mudará, não esperando que a AT&T dê tanta ênfase às relações com FWA quanto alguns concorrentes.
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