De acordo com pt.wedoany.com-A AGCO avança em sua estratégia de inovação sustentável ao apresentar novas soluções de potência desenvolvidas especificamente para o setor agrícola, incluindo os motores AGCO Power a etanol e biometano, projetados pela equipe de engenharia brasileira.

Essas novas tecnologias visam atender às demandas do setor agrícola por produtividade, eficiência e descarbonização, oferecendo desempenho equivalente aos motores a diesel. Os novos motores são projetados para equipar tratores na faixa de 200 a 300 cavalos de potência, adequados para operações de campo exigentes, como preparo do solo, semeadura e transbordo. O diretor da AGCO Power, André Rocha, afirma que o recente aumento no preço do diesel impactou diretamente os custos de produção no campo, e os novos motores surgem para atender à necessidade urgente do mercado por redução de custos e diminuição de emissões de gases poluentes.
Os novos motores são resultado de três anos de desenvolvimento pela equipe de engenharia brasileira da AGCO, em colaboração com produtores rurais, usinas e concessionárias, abrangendo desde o conceito até a validação em condições reais de trabalho em culturas de cana-de-açúcar e grãos. Diferentemente de adaptações em motores tradicionais, as novas soluções foram projetadas desde o início para operar com seus respectivos biocombustíveis. No caso do etanol, a equipe desenvolveu sistemas de ignição e injeção dedicados para garantir desempenho, durabilidade e confiabilidade equivalentes aos motores a diesel. A tecnologia também amplia as possibilidades de autossuficiência energética na fazenda; por exemplo, para produtores de cana-de-açúcar ou milho, o uso de etanol ajuda a estabelecer um ciclo energético próprio dentro da propriedade, reduzindo a dependência de combustíveis externos.
O vice-presidente de Engenharia para América Latina e APA, Fabricio Natal, enfatiza que o motor AGCO Power a etanol foi projetado desde o início como um motor agrícola, capaz de suportar as condições rigorosas de trabalho no campo. A equipe já concluiu mais de 10.000 horas de testes práticos, e esse nível de maturidade tecnológica garante a mesma curva de torque e durabilidade dos componentes que os motores a diesel, ao mesmo tempo que oferece máquinas mais silenciosas e eficientes. Além do etanol, a AGCO também apresentou uma tecnologia movida a biometano, proveniente da conversão de resíduos agrícolas e biomassa, ampliando as possibilidades de uso de energia em áreas rurais, especialmente em regiões produtoras de cana-de-açúcar, milho e outras culturas que geram matéria-prima para biogás.
Do ponto de vista ambiental, essas novas tecnologias representam um avanço na agricultura de baixo carbono. Tanto o etanol quanto o biometano estão inseridos em um ciclo de carbono renovável, podendo reduzir em até 90% as emissões de CO₂ equivalente em comparação com combustíveis fósseis. Além disso, oferecem oportunidades para a geração de créditos de carbono e o fortalecimento da autossuficiência energética nas áreas rurais. Segundo informações, a versão a biometano deve chegar ao mercado em 2027, e a versão a etanol, em 2028. Esses novos motores ampliam as opções energéticas disponíveis para a agricultura e refletem o avanço dos biocombustíveis como uma alternativa para operações agrícolas mais eficientes e sustentáveis.
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