Abate de bovinos na Argentina cai 11,3% em maio, peso da carcaça sobe para 239,6 kg
2026-06-15 15:02
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De acordo com pt.wedoany.com-A indústria de processamento de carnes da Argentina continuou em maio de 2026 a tendência de redução na oferta de bovinos, aumento do peso de abate e da taxa de rendimento de carcaça. Segundo o jornal argentino Clarín, a oferta de bovinos disponíveis para abate continua em queda, enquanto o peso de abate e a taxa de rendimento de carcaça aumentaram.

De acordo com o relatório mais recente da Federação de Exportadores de Carne Bovina da Argentina (ABC), o abate em maio de 2026 foi de 1,001 milhão de cabeças, uma redução de 11,3% (127,6 mil cabeças) em relação a maio de 2025. No acumulado de janeiro a maio de 2026, os frigoríficos argentinos abateram 4,94 milhões de cabeças de bovinos, uma queda de 9,8% em comparação com os 5,48 milhões de cabeças do mesmo período de 2025.

A reportagem do Clarín explica que, após anos de descarte intensivo de vacas e novilhas, está se consolidando um cenário de oferta mais restrita de bovinos de engorda.

A participação de vacas no abate total ainda é elevada, mas apresenta tendência de queda. Em maio de 2026, as vacas representaram 46,9% do abate total, abaixo dos 47,5% do mesmo mês de 2025. Nos primeiros cinco meses de 2026, a participação de vacas foi de 47,5%, ligeiramente acima dos 47% do mesmo período do ano anterior.

A produção de carne bovina argentina em maio de 2026 (em equivalente carcaça) atingiu 239,8 mil toneladas, um aumento de 5,9% em relação a abril, mas uma queda de 8,5% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Nos primeiros cinco meses do ano, a produção em equivalente carcaça foi de 1,167 milhão de toneladas, uma redução de 7,3% em relação às 1,26 milhão de toneladas do mesmo período de 2025.

O relatório da ABC mostra que a taxa de rendimento de carcaça aumentou. O peso médio da carcaça em maio de 2026 foi de 239,6 kg, superior aos 235,2 kg de abril e aos 232,2 kg de maio de 2025. Segundo a reportagem do Clarín, o peso médio acumulado da carcaça neste ano é de 236,2 kg, um aumento de 2,7% em relação à média do mesmo período do ano anterior, aproximando-se do recorde histórico estabelecido em setembro de 2022.

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