De acordo com pt.wedoany.com-A ISA Energia energizou o bloco 3 do projeto "Piraquê" no setor de transmissão do Brasil, no estado do Espírito Santo, marcando 100% de progresso físico, 16 meses antes do prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O projeto foi arrematado no Leilão de Transmissão nº 01/22, com investimento total estimado pelo órgão regulador em 4,4 bilhões de reais (valores de dezembro de 2025), visando escoar a energia renovável gerada no norte de Minas Gerais e impulsionar a transição energética brasileira. Com a operação do bloco 3, é possível eliminar o risco de sobrecarga do sistema em cenários frequentes de intercâmbio de energia entre as regiões Nordeste e Sudeste, além de aumentar a estabilidade da rede de transmissão do Espírito Santo, melhorar a capacidade de escoamento de alta potência e reduzir a probabilidade de falhas. Com a energização deste bloco, a empresa passa a ter direito a 100% da Receita Anual Permitida (RAP) do projeto, no valor de 343,1 milhões de reais (ciclo tarifário 2025/2026). O projeto é um dos maiores greenfields em construção no setor de transmissão do Brasil.

A parte do Espírito Santo é composta por duas linhas de transmissão com extensão total de 85 km, incluindo a linha de 500 kV João Neiva 2 – Viana 2 (77 km) e a linha de 345 kV Viana 2 – Viana (7 km). O bloco também envolve a ampliação das subestações João Neiva 2 (500 kV), Viana (345 kV) e Viana 2 (345 kV/500 kV), com a adição de bays de entrada de linha em cada uma. Os blocos anteriores do projeto já construíram seis linhas de transmissão de 500 kV em Minas Gerais, totalizando 860 km de extensão, com 1.728 torres instaladas, além de duas novas subestações (Janaúba 6 e Capelinha 3) e a ampliação de três subestações existentes (Jaíba, Janaúba 3 e Governador Valadares 6).

A construção do bloco 3 enfrentou desafios como terreno acidentado e alta pluviosidade, e o projeto adotou uma solução inédita no setor elétrico brasileiro: a torre do tipo cálice. Trata-se de uma estrutura autoportante, mais robusta e resiliente, que dispensa estaiamento lateral (cabos de sustentação), projetada especificamente para as necessidades do projeto Piraquê. Cerca de 36 torres do tipo cálice foram utilizadas na linha João Neiva 2 – Viana 2, com peso médio de 25 toneladas e vão de 34 metros, representando 22% das estruturas desse trecho. Além disso, o projeto utilizou pela primeira vez laser e drones para poda de vegetação. O diretor executivo de projetos da empresa, Dayron Urrego, afirmou que a conclusão do bloco 3 no Espírito Santo exigiu planejamento detalhado, logística complexa e soluções inéditas, e que a empresa prioriza a segurança dos funcionários diante dos desafios geográficos e climáticos da região; a torre do tipo cálice, desenvolvida para atender à capacidade necessária e proteger o meio ambiente, demonstra um alto nível de engenharia aplicada. Durante a construção do bloco 3, foram gerados 1.745 empregos diretos e indiretos, beneficiando diretamente 10 municípios do Espírito Santo e aumentando a estabilidade, confiabilidade e capacidade do sistema elétrico do estado.
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