De acordo com pt.wedoany.com-A TIM, ao combinar geração distribuída de energia renovável com ferramentas de análise de inteligência artificial, prevê que a economia com gestão de energia em 2026 será quatro vezes maior que em 2025. O gerente executivo de energia da empresa, Alisson de Sousa, apresentou esse avanço à imprensa.
Atualmente, a operadora produz cerca de 70% da eletricidade necessária para suas operações por meio de 136 usinas solares, hidrelétricas e a biogás, distribuídas em 23 estados e no Distrito Federal. Essas usinas alimentam mais de 20 mil antenas da empresa, com uma geração anual estimada em 474 GWh. A estratégia de geração distribuída da TIM começou em 2017, quando cinco usinas em Minas Gerais abasteciam cerca de 1.200 antenas. Desde 2021, a operadora utiliza exclusivamente energia elétrica de fontes renováveis, complementada pela compra no mercado livre e pela aquisição de certificados internacionais de energia renovável.
A TIM lançou sua aplicação de gestão de energia com IA entre abril e maio de 2025, com foco na identificação de consumo anômalo e no mapeamento de consumo abaixo do esperado. Na identificação de consumo anômalo, o modelo de IA estima o nível normal de consumo de cada unidade com base em características como tipo de equipamento e modo de operação, agrupando unidades com características semelhantes para definir parâmetros de comparação. Quando o consumo real se desvia significativamente do padrão, o sistema sinaliza a discrepância, o que pode refletir erros de faturamento ou anomalias operacionais. No projeto de consumo mínimo, a lógica de análise é a mesma, mas com objetivo inverso: identificar unidades com consumo abaixo do esperado, o que pode indicar falhas de medição, erros de leitura ou inconsistências operacionais. A empresa enfatiza que não se trata de monitoramento em tempo real das antenas, mas de uma análise estruturada com base em dados de faturamento.
Atualmente, a IA é aplicada na análise das faturas de todas as unidades consumidoras ativas da empresa. O sistema é capaz de identificar indícios de inconsistências, incluindo possíveis perdas, cobranças indevidas ou situações envolvendo furto de energia. O modelo atual não realiza correções automáticas, mas é executado periodicamente, sinalizando desvios e orientando as equipes responsáveis a tomar medidas. A empresa está desenvolvendo uma arquitetura para tornar o processo mais automatizado, gerando alertas mais rápidos.

Quanto ao impacto na redução de emissões, o objetivo direto do projeto não é reduzir o consumo físico real de energia das unidades, mas corrigir inconsistências de consumo e faturamento. Ao corrigir medições erradas e ajustar o consumo faturado ao nível real, há uma redução contábil na quantidade de energia, o que pode indiretamente diminuir a necessidade de compra de energia no mercado, incluindo a aquisição de certificados de energia renovável. Segundo Alisson de Sousa, a economia prevista para 2026 será quatro vezes maior que a de 2025, resultando em análises mais precisas e maior capacidade de prevenção.
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