Brisanet sugere alocar parte do espectro de 600 MHz para operadoras regionais
2026-06-15 15:55
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De acordo com pt.wedoany.com-O CEO da Brisanet, José Roberto Nogueira, propôs durante o evento Teletime Tec que uma parte da faixa de 600 MHz seja alocada para operadoras regionais, como parte de um modelo de organização do espectro, permitindo a renovação das licenças de 850 MHz das grandes operadoras. Nogueira afirmou em um painel do evento realizado no dia 11 em São Paulo que, apesar do leilão de 700 MHz, operadoras regionais como Brisanet, Unifique, iez! telecom e Amazônia 5G ainda precisam de mais espectro abaixo de 1 GHz para cobrir áreas rurais. Em contraste, as grandes operadoras já possuem licenças de operação nas faixas de 700 MHz, 800 MHz, 850 MHz e 900 MHz.

José Roberto Nogueira, CEO da Brisanet

De acordo com o modelo proposto por Nogueira, as operadoras regionais não concorreriam mais na faixa de 850 MHz, que seria reservada para operadoras nacionais. Os novos entrantes receberiam 40 MHz (20 MHz + 20 MHz FDD) na frequência de 600 MHz, enquanto os 30 MHz restantes dessa faixa seriam mantidos para a radiodifusão. Os recursos necessários para a liberação do espectro seriam cobertos pelo leilão de 850 MHz. Em conversa com a TELETIME, Nogueira afirmou que as operadoras regionais assumiram compromissos significativos de cobertura em áreas rurais, e as operadoras nacionais arcariam com os custos de limpeza da faixa como parte da renovação das licenças de 850 MHz.

Nogueira destacou que, com o crescimento da demanda de rede impulsionado por inteligência artificial, consumo de streaming e outros fatores, haverá uma lacuna de cobertura até 2030, pois o 4G será como o 2G é hoje. Ele afirmou que atualmente existem lacunas de cobertura em áreas que dependem de 2G ou 3G, tecnologias que atendem apenas máquinas e IoT, sem suprir as necessidades dos usuários. Nogueira também mencionou que a faixa de 600 MHz não precisa de leilão no momento, mas ao abrir mão de concorrer pelos 850 MHz, é possível definir um modelo para as operadoras regionais. Ele afirmou que as operadoras regionais têm capacidade para construir redes que cubram áreas rurais, algo que as grandes operadoras consideram inviável.

Na visão de Nogueira, alocar uma parte dos 600 MHz para operadoras regionais não geraria conflitos com a radiodifusão, pois o setor já obteve 70 MHz de espectro na faixa de 300 MHz (250 MHz a 320 MHz) para ativar a TV 3.0. Ele acrescentou que as operadoras regionais precisariam de apenas 40 MHz, e os 30 MHz restantes continuariam reservados para a radiodifusão, especialmente em cidades com maior número de canais.

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