De acordo com pt.wedoany.com-A Telecom Namibia está acelerando a transição do cobre para a fibra óptica. A operadora estatal anunciou em 10 de junho de 2026 um acordo com a operadora de fibra óptica Lightstruck, planejando utilizar um modelo de infraestrutura de acesso aberto, aproveitando a rede de fibra da parceira para fornecer serviços de internet de alta velocidade aos usuários, melhorando a confiabilidade e a qualidade da conexão. Esta é a segunda parceria do tipo fechada pela empresa em duas semanas.

Nos dias anteriores, a Telecom Namibia já havia firmado um acordo semelhante com a Demshi Investment Holdings. A motivação para esta transformação reside no fato de que a infraestrutura de cobre está se tornando uma das principais causas de interrupções na rede da operadora. A empresa enfrenta o desafio do aumento da criminalidade relacionada ao roubo de cabos de cobre, com mais de 80 casos registrados em quatro meses, segundo as autoridades. A Telecom Namibia afirma que a aceleração da migração para a fibra reduzirá a exposição a ativos facilmente roubados, especialmente em áreas de alto risco.
A demanda por desempenho também é um fator-chave para esta migração. Em comparação com as redes de cobre, a fibra óptica oferece taxas de upload e download mais altas, melhor qualidade de serviço e é capaz de atender à demanda de largura de banda de aplicações digitais atuais, como trabalho remoto, videoconferências e educação online. A Autoridade Reguladora das Comunicações Eletrónicas e dos Correios de França (ARCEP) destaca que as redes de fibra óptica podem fornecer taxas que variam de 100 Mbps a vários Gbps, com vantagens significativas.
No entanto, as redes de fibra óptica em África não estão completamente imunes a perturbações. Em locais como Nigéria e Camarões, danos à fibra óptica ocorrem frequentemente devido a roubo malicioso ou danos acidentais durante obras públicas, causando perdas económicas para operadores e governos. Para reforçar a proteção, vários países africanos adotaram medidas como o fortalecimento de quadros legais, a definição de multas e penas dissuasivas, e o estabelecimento de mecanismos de coordenação público-privada para lidar com os danos causados por construções.
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