Regulador de telecomunicações do Brasil aprova aquisição da Desktop pela Claro
2026-06-15 18:01
Favoritos

De acordo com pt.wedoany.com-A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a aquisição da Desktop pela Claro, deixando claro que a transação não prejudicará a concorrência no mercado. José Borges, diretor de Concorrência da Anatel, afirmou durante o evento Teletime Tec, organizado pela TELETIME em São Paulo na quinta-feira (11), que, embora ambas as empresas sejam participantes importantes no mercado de banda larga, a transação não impedirá a entrada de concorrentes, e os consumidores nas cidades onde essas empresas operam de forma consolidada ainda terão outras opções.

José Borges, diretor de Concorrência da Anatel

Esta decisão marca um novo tom da Anatel, que passa a considerar a consolidação como um processo necessário para a maturidade do mercado. Borges afirmou que, do ponto de vista do regulador, o número de participantes é um ativo valioso, e quando ocorre uma consolidação, é necessário observar a estabilidade do mercado, o funcionamento dos mecanismos e se as escolhas dos usuários são preservadas. Ele enfatizou que, desde que o mercado não esteja fechado e os participantes ainda possam competir dentro da estrutura concorrencial, a Anatel manterá a mesma postura em transações semelhantes.

A Anatel também está atenta à sustentabilidade da rede, incluindo a capacidade de cada grupo realizar investimentos e manter níveis de receita compatíveis com as necessidades de investimento. Borges mencionou que as dificuldades de ajuste de preços e a pressão crescente sobre as redes devido a aplicações que exigem maior capacidade de upload justificaram o início da terceira consulta pública sobre a relação entre o setor de telecomunicações e as grandes empresas de tecnologia.

No caso da Claro e da Desktop, a posição da Anatel reflete um novo paradigma de entendimento. A Claro lidera o mercado de banda larga com cerca de 10,76 milhões de assinantes, dos quais 4,58 milhões são clientes em São Paulo; a Desktop opera em aproximadamente 200 cidades no interior e litoral de São Paulo, com 1,2 milhão de clientes. Após a conclusão da transação, a Claro terá quase 12 milhões de acessos de usuários no Brasil e liderará o mercado de São Paulo à frente da Vivo.

Borges enfatizou que a decisão sobre fusões e aquisições não se limita ao Índice Herfindahl-Hirschman (HHI). A análise preliminar indicou que a transação poderia levar a um retrocesso no nível de concorrência no estado de São Paulo, mas a Anatel avalia se existem soluções de rede de transporte e outros provedores localmente, bem como o grau de maturidade concorrencial de cada município. Ele destacou que a Anatel não protege empresas, mas sim o processo concorrencial, e enquanto esse processo estiver em funcionamento, não vê problemas.

O diretor de Concorrência também apontou que, com a regularização de pequenos provedores, a Anatel expandiu suas fontes de informação para subsidiar decisões sobre fusões e aquisições. Ele avalia que há excesso de oferta de fibra no mercado, e os provedores precisam buscar eficiência operacional e ocupação da rede. Borges afirmou que a Anatel não considera o processo de consolidação negativo; pelo contrário, ele pode fortalecer provedores regionais, especialmente em um contexto de taxas de juros elevadas e dificuldades de ocupação da rede.

Este texto foi elaborado por Wedoany. Qualquer citação por IA deve indicar a fonte “Wedoany”. Em caso de infração ou outros problemas, informe-nos prontamente, por favor. O conteúdo será corrigido ou removido. E-mail: news@wedoany.com