De acordo com pt.wedoany.com-O presidente argentino Javier Milei assinou o Decreto nº 482/2026, que atualiza e simplifica o regulamento do Regime de Investimentos Mineiros, que não era alterado há mais de 30 anos, com o objetivo de fornecer um quadro normativo claro e previsível para os investimentos mineiros.

Esta revisão regulamentar introduz várias alterações, centrando-se na simplificação dos processos administrativos através da introdução de ferramentas digitais e da redução da burocracia, com base na realidade atual da produção, tecnologia e administração. As alterações específicas incluem: a transição das autorizações e certificações de importação do modo manual para um sistema digital mais dinâmico e interoperável com o sistema aduaneiro, a fim de acelerar o processo de importação; a otimização do mecanismo de reembolso do IVA; e uma definição mais precisa do âmbito de aplicação da estabilidade fiscal. Esta revisão define pela primeira vez o conceito de "projeto mineiro" e exige a apresentação de declarações juramentadas por projeto.
O novo regulamento estabelece ainda um endereço eletrónico, classifica formalmente os equipamentos renovados; alarga o âmbito da integração regional, promovendo a competitividade dos fornecedores locais e dos serviços logísticos; e define requisitos específicos para os prestadores de serviços mineiros. Em matéria de responsabilidade ambiental, o regulamento introduz a opção de um seguro ambiental obrigatório como mecanismo de garantia real externa, transferindo o risco ambiental para terceiros solventes e regulamentados. Esta medida visa harmonizar o artigo 23.º da Lei de Investimentos Mineiros com a Lei Geral do Ambiente (Lei n.º 25.675), utilizando o seguro como instrumento alternativo para o cumprimento das obrigações de prevenção ambiental, evitando assim exigências duplicadas e sobreposição de trabalho para as empresas.
Esta reforma, promovida conjuntamente pelo Ministério da Economia, pelo Ministério da Desregulamentação e Transformação do Estado, pela Agência de Recaudação e Controlo Aduaneiro, pela Chefia de Gabinete de Ministros e pela Secretaria Legal e Técnica da Presidência da Nação, visa otimizar as relações entre o Estado, os cidadãos e o setor produtivo, constituindo parte da política nacional de desburocratização e simplificação.
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