De acordo com pt.wedoany.com-O grupo sucroalcooleiro brasileiro Copersucar registrou lucro líquido consolidado de R$ 631 milhões na safra 2025/2026, dando continuidade à tendência de crescimento dos lucros nas últimas 17 safras. A receita líquida do grupo atingiu R$ 65,8 bilhões, um aumento de 5,5% em relação aos R$ 62,3 bilhões da safra anterior, com um retorno sobre o patrimônio líquido de 35%. A estrutura de capital da empresa também passou por uma mudança estratégica, passando de uma dívida líquida de R$ 301 milhões no ciclo anterior para uma posição de caixa líquido de R$ 607 milhões.

O CEO do grupo, Tomás Manzano, afirmou que, apesar dos desafios de produtividade agrícola e da redução parcial da produção na região Centro-Sul do Brasil, as 39 usinas associadas moeram um total de 108 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um aumento de 0,9% em relação ao ano anterior, com a participação de mercado se expandindo pelo oitavo ano consecutivo. Manzano atribuiu o crescimento contrário à tendência à estrutura organizacional da empresa: as usinas focam na produção e operação no campo, enquanto a Copersucar é responsável pelos negócios de back-end, como desenvolvimento de mercado, negociação de futuros e logística.
Revisando os dados financeiros recentes, o lucro líquido do grupo começou com R$ 4 milhões na safra 2008/2009 e, nos três ciclos mais recentes, saltou de R$ 281 milhões na safra 2023/2024 para R$ 402 milhões na safra 2024/2025, crescendo mais 59% neste ciclo. Em termos de negócios específicos, as vendas de açúcar do grupo atingiram 17 milhões de toneladas, das quais 15 milhões foram vendidas para o mercado internacional através de sua trading company controlada, a Alvean, e 2 milhões abasteceram o mercado doméstico brasileiro. As vendas de etanol atingiram 21 bilhões de litros, cobrindo os mercados brasileiro e americano. Na safra 2025/2026, a Copersucar concluiu a integração total da plataforma de vendas Evolua Etanol, que registrou o melhor desempenho de sua história, com um retorno sobre o patrimônio líquido recorde de 44%.
A subsidiária americana Eco-Energy, enquanto expande seus negócios de etanol, está entrando ativamente no setor de gás natural. Manzano destacou que os 43 milhões de metros cúbicos de gás natural vendidos diariamente pela Eco-Energy equivalem a 80% do consumo diário de gás natural do Brasil. A empresa de vendas de eletricidade Newcom completou seu primeiro ano completo de operação, com um volume negociado de 11 milhões de MWh, dos quais 6,5 milhões de MWh vieram de biomassa de usinas associadas. O Centro de Tecnologia Canavieira alcançou resultados recordes em pesquisa e desenvolvimento, lançando novas variedades com potencial para aumentar o limite de produtividade do setor. A Logum, responsável pela logística de dutos, cresceu pelo quinto ano consecutivo, transportando 4,9 milhões de metros cúbicos de etanol. O CFO da Copersucar, Thiago Struminski, resumiu que todos os segmentos de negócios criaram os melhores desempenhos de suas respectivas histórias.
Olhando para a safra 2026/2027, a Copersucar já conta com 42 usinas associadas (com a saída da Usina Diana e a entrada dos grupos Cocal, Virálcool e Ferrari/Vale do Verdão), e espera processar entre 125 milhões e 128 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. No campo do biometano, o projeto BioRota atingiu plenamente a escala comercial, com 70 caminhões movidos a biometano, realizando mais de 13 mil viagens, percorrendo 11 milhões de quilômetros, transportando 600 mil toneladas de carga, substituindo 5 milhões de litros de diesel e evitando a emissão de 8 mil toneladas de CO2. A Copersucar planeja investir até R$ 600 milhões na construção de duas usinas de biometano, com previsão de início das obras entre o final de 2026 e o início de 2027. A empresa também está promovendo ativamente as oportunidades de mercado do etanol em três dimensões: transporte rodoviário, transporte marítimo e combustível sustentável de aviação. Quanto à agenda de aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina para 32%, Manzano acredita que depende da vontade política e regulatória do Conselho Nacional de Política Energética. Em relação à pressão recente dos preços do açúcar em Nova York, que caíram para 14 a 15 centavos de dólar por libra, Manzano analisou que os estoques globais estão em níveis baixos, o Brasil continua sendo a única grande fonte de oferta capaz de atender eficientemente à demanda global, e esse preço baixo não pode ser mantido a longo prazo.
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