Arquitetura de nuvem da CazéTV no Brasil suporta a Copa do Mundo, com pico de 16,1 milhões de dispositivos conectados
2026-06-25 09:54
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De acordo com pt.wedoany.com-A cobertura da CazéTV para a Copa do Mundo de 2026 adotou uma arquitetura baseada em rede IP, conectividade móvel e plataforma em nuvem, distribuída entre Brasil, Estados Unidos, México, Canadá e Portugal, conectando em tempo real o centro de produção, equipes de reportagem, comentaristas e operações de mídia social. A magnitude dessa transformação pode ser vista na escala operacional. De acordo com dados do YouTube, a transmissão ao vivo da partida entre Brasil e Haiti atingiu um pico de 16,1 milhões de dispositivos conectados simultaneamente, e na primeira semana da Copa, o canal cobriu 74 milhões de dispositivos únicos. Esses números refletem a quantidade de terminais diferentes que acessaram o conteúdo, não o número exato de espectadores únicos.

Cobertura da Copa do Mundo pela CazéTV

Anteriormente, a transmissão de grandes eventos internacionais dependia de capacidade de satélite, circuitos de transmissão dedicados e centros de produção concentrados próximos aos locais dos jogos. O desenvolvimento das redes de telecomunicações e da computação em nuvem mudou esse modelo, permitindo que sinais de vídeo profissionais sejam transmitidos via rede IP e processados remotamente. Nesta operação da Copa, as equipes de campo usaram transmissores móveis capazes de operar simultaneamente em 4G, 5G, Wi-Fi e conexões com fio. A agregação de múltiplos acessos aumentou a redundância de link, reduzindo o risco de interrupções durante transmissões internacionais. A arquitetura geral é mais distribuída, permitindo que jornalistas, comentaristas, equipes de produção e técnicas colaborem em diferentes locais, sem a necessidade de se concentrar em um único espaço físico.

O centro de produção no Brasil recebeu 16 sinais do Centro Internacional de Transmissão (IBC) localizado em Dallas, sendo 12 sinais em Full HD e 4 sinais em 4K; no sentido inverso, 4 sinais foram enviados do Brasil para os Estados Unidos. Todos os links foram configurados com redundância para aumentar a disponibilidade. A operação também utilizou 17 kits de transmissão móvel distribuídos no Brasil e em Portugal, usados pelas equipes em campo para comunicação de retorno e monitoramento de vídeo. Além disso, as instalações da CazéTV no Rio de Janeiro e em São Paulo também foram integradas ao núcleo de produção, cada local usando 4 sinais de contribuição e 4 sinais de retorno, com troca contínua de sinais entre as operações do Brasil e de Portugal.

Cobertura da Copa do Mundo pela CazéTV 2

De acordo com dados fornecidos pela TVU Networks, responsável pela infraestrutura de transmissão e distribuição, a latência de transmissão entre Dallas e Rio de Janeiro variou entre 500 milissegundos e 2 segundos, dependendo da aplicação. O sistema operacional incorporou mecanismos de contingência baseados em redundância de provedores de conectividade e links de backup, e a distribuição de sinais contou com a arquitetura redundante do IBC para garantir continuidade.

A cobertura também utilizou plataformas em nuvem para substituir funções tradicionais de instalações físicas dedicadas. Uma das soluções distribuiu sinais simultaneamente da infraestrutura nos Estados Unidos para Brasil e Portugal; outra plataforma, executada em ambiente de nuvem no Brasil, foi responsável pela gravação de conteúdo, geração de clipes para mídias sociais e transcrição em tempo real, sem necessidade de armazenamento prévio em servidores locais ou conversão de formato. A mesma infraestrutura permitiu que as equipes do Brasil e de Portugal compartilhassem sinais e canais de comunicação em tempo real, viabilizando a produção colaborativa entre diferentes regiões.

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