De acordo com pt.wedoany.com-Na conferência DigitalES Summit 2026, a Secretária de Estado da Digitalização e Inteligência Artificial de Espanha, María González Veracruz, posicionou a transformação digital como um dos principais motores do crescimento nacional, sublinhando que Espanha e a Europa enfrentam uma oportunidade histórica para consolidar capacidades autónomas em áreas-chave como a inteligência artificial, a computação avançada e a gestão de dados.

Veracruz afirmou no seu discurso que a inteligência artificial não é um luxo, uma aplicação ou um brinquedo, mas sim uma infraestrutura vital para o país. Comparou-a com a forma como os governos garantiram no passado o acesso à água, eletricidade e internet, considerando que a IA está igualmente relacionada com os direitos, a soberania e as oportunidades dos cidadãos. Alertou ainda que este processo de transformação requer a participação dos cidadãos e que, sem confiança, a transformação dificilmente terá sucesso.
A soberania tecnológica foi um conceito recorrente no discurso de Veracruz. Defendeu que a Europa deve possuir infraestruturas, modelos e capacidades próprias para competir em igualdade com potências como os Estados Unidos e a China. Para tal, destacou o modelo de IA espanhol ALIA, promovido pelo governo, e o projeto de investimento superior a mil milhões de euros para atrair a instalação de uma superfábrica europeia de IA em Espanha. Afirmou que é necessário desenvolver capacidades autónomas para obter condições mais equitativas, permitir que a IA compreenda a nossa língua e cultura, e garantir que a Europa tenha voz própria no desenvolvimento desta tecnologia.
Veracruz considera que o impacto da revolução da IA é apenas a ponta do icebergue. Relacionou a digitalização com a melhoria da vida quotidiana dos cidadãos, salientando que o objetivo final do investimento público em infraestruturas digitais, inovação e talento é criar oportunidades e reduzir barreiras. Reconheceu a posição de Espanha no ecossistema digital internacional, considerando que o país possui talento, infraestruturas, empresas inovadoras e capacidade científica suficientes para competir nas tecnologias emergentes. Por fim, defendeu uma visão humanista da IA, acreditando que esta deve ajudar a sociedade a tornar-se mais competitiva, produtiva e forte, ao mesmo tempo que mais livre, inclusiva, humana e empática.
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