De acordo com pt.wedoany.com-A Bosch planeja se tornar a fornecedora principal de sensores e software para a próxima geração de robôs humanoides, utilizando sensores MEMS (Sistemas Microeletromecânicos) e tecnologia de inteligência artificial para permitir a percepção autônoma e o aprendizado dos robôs. A empresa afirma que a aplicação de robôs humanoides não deve se limitar a trabalhos físicos repetitivos, mas sim possuir capacidades perceptivas mais próximas às humanas.

Os sensores MEMS são componentes-chave desta solução. Alguns desses dispositivos minúsculos têm apenas 4 micrômetros e são responsáveis por medir em tempo real variáveis como movimento, direção, pressão e vibração. A empresa pretende desenvolver soluções modulares e escaláveis integrando sensores, software relacionado, inteligência artificial e plataformas abertas.
Robôs que percebem, observam e aprendem. Graças a esses sensores, os robôs começam a possuir sentidos antes exclusivos dos humanos, com destaque para o avanço no tato. Através de sensores de pressão e unidades de medição inercial, o robô consegue segurar um copo ou pegar um ovo sem quebrá-lo. As informações em tempo real fornecidas pelos sensores MEMS permitem ajustar a força aplicada e detectar se um objeto está começando a escorregar para reagir.

A visão é outro pilar fundamental. Os robôs integram múltiplas câmeras, estabilizadas por sensores para compensar seus próprios movimentos, combinadas com tecnologias como LiDAR, câmeras 3D e seus sistemas de mapeamento para construir uma representação tridimensional do ambiente, permitindo navegação autônoma e manutenção do equilíbrio em superfícies irregulares. A inteligência artificial é o elemento final; a nova geração de robôs pode aprender a manipular objetos através da experiência, em vez de ter cada movimento programado.
Solução para a escassez de mão de obra. O envelhecimento da população e as baixas taxas de natalidade estão reduzindo a força de trabalho nas economias desenvolvidas, causando escassez em áreas como saúde, logística e indústria. A robótica, como complemento à mão de obra humana, pode assumir tarefas repetitivas, perigosas ou que exigem alto esforço físico, enquanto os humanos se concentram em funções mais diferenciadas.



Fatores econômicos também influenciam as decisões, e a demanda por automação continuará. Estimativas da indústria indicam que o mercado de sensores MEMS ultrapassará 16,5 bilhões de euros até 2030, mantendo um crescimento contínuo nos próximos anos. Das fábricas para o mundo real, as capacidades mais avançadas estão sendo fortemente implantadas em ambientes industriais e logísticos. O próximo passo é levar os robôs humanoides para lares, cidades e espaços abertos, onde os desafios se multiplicam devido à variabilidade e imprevisibilidade do mundo real. Primeiro, é necessário dominar o ambiente industrial, depois ambientes semiestruturados e, finalmente, o cotidiano. A Bosch está aplicando sua expertise em sensores das áreas automotiva e de eletrônicos de consumo à robótica para acelerar esse processo.
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