Bosch, da Alemanha, aposta em sensores MEMS e inteligência artificial para robôs humanoides
2026-06-26 10:05
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De acordo com pt.wedoany.com-A Bosch planeja se tornar a fornecedora principal de sensores e software para a próxima geração de robôs humanoides, utilizando sensores MEMS (Sistemas Microeletromecânicos) e tecnologia de inteligência artificial para permitir a percepção autônoma e o aprendizado dos robôs. A empresa afirma que a aplicação de robôs humanoides não deve se limitar a trabalhos físicos repetitivos, mas sim possuir capacidades perceptivas mais próximas às humanas.

Robô humanoide da Bosch

Os sensores MEMS são componentes-chave desta solução. Alguns desses dispositivos minúsculos têm apenas 4 micrômetros e são responsáveis por medir em tempo real variáveis como movimento, direção, pressão e vibração. A empresa pretende desenvolver soluções modulares e escaláveis integrando sensores, software relacionado, inteligência artificial e plataformas abertas.

Robôs que percebem, observam e aprendem. Graças a esses sensores, os robôs começam a possuir sentidos antes exclusivos dos humanos, com destaque para o avanço no tato. Através de sensores de pressão e unidades de medição inercial, o robô consegue segurar um copo ou pegar um ovo sem quebrá-lo. As informações em tempo real fornecidas pelos sensores MEMS permitem ajustar a força aplicada e detectar se um objeto está começando a escorregar para reagir.

Robô humanoide da Bosch

A visão é outro pilar fundamental. Os robôs integram múltiplas câmeras, estabilizadas por sensores para compensar seus próprios movimentos, combinadas com tecnologias como LiDAR, câmeras 3D e seus sistemas de mapeamento para construir uma representação tridimensional do ambiente, permitindo navegação autônoma e manutenção do equilíbrio em superfícies irregulares. A inteligência artificial é o elemento final; a nova geração de robôs pode aprender a manipular objetos através da experiência, em vez de ter cada movimento programado.

Solução para a escassez de mão de obra. O envelhecimento da população e as baixas taxas de natalidade estão reduzindo a força de trabalho nas economias desenvolvidas, causando escassez em áreas como saúde, logística e indústria. A robótica, como complemento à mão de obra humana, pode assumir tarefas repetitivas, perigosas ou que exigem alto esforço físico, enquanto os humanos se concentram em funções mais diferenciadas.

Robô da Bosch

Robô da Bosch

Robô da Bosch

Fatores econômicos também influenciam as decisões, e a demanda por automação continuará. Estimativas da indústria indicam que o mercado de sensores MEMS ultrapassará 16,5 bilhões de euros até 2030, mantendo um crescimento contínuo nos próximos anos. Das fábricas para o mundo real, as capacidades mais avançadas estão sendo fortemente implantadas em ambientes industriais e logísticos. O próximo passo é levar os robôs humanoides para lares, cidades e espaços abertos, onde os desafios se multiplicam devido à variabilidade e imprevisibilidade do mundo real. Primeiro, é necessário dominar o ambiente industrial, depois ambientes semiestruturados e, finalmente, o cotidiano. A Bosch está aplicando sua expertise em sensores das áreas automotiva e de eletrônicos de consumo à robótica para acelerar esse processo.

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