Setor bancário brasileiro planeja investir R$ 50,4 bilhões em TIC em 2026, com cibersegurança como prioridade absoluta
2026-06-27 11:48
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De acordo com pt.wedoany.com-O setor bancário brasileiro continua expandindo seus investimentos em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), atingindo R$ 46,8 bilhões em 2025, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Com a cibersegurança se tornando uma prioridade absoluta, o setor projeta investir R$ 50,4 bilhões em 2026. Os dados são da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, divulgada em 26 de junho pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com base em dados de 2025 e executada pela Deloitte.

Embora o investimento médio se mantenha em torno de 10% do orçamento, a cibersegurança (incluindo o combate a fraudes digitais) obteve 100% de prioridade entre as instituições pesquisadas. A computação em nuvem também é listada como prioridade, sendo vista como a base para suportar o crescente volume de transações bancárias e as aplicações de inteligência artificial. A pesquisa também revelou que a tecnologia blockchain, que teve um período de destaque e depois arrefeceu, representou 32% dos investimentos em 2025; enquanto a computação quântica, ainda em estágio inicial, respondeu por 8%.

A pesquisa mostra que os investimentos do setor bancário em inteligência artificial saltaram 39% em 2025, passando de R$ 596 milhões em 2024 para R$ 834 milhões, com expectativa de ultrapassar R$ 1 bilhão em 2026. O principal problema enfrentado pela cibersegurança é a escassez de talentos. No ano passado, a Febraban treinou mais de 211 mil funcionários bancários em habilidades de TI e cibersegurança, mas o setor ainda sente falta de profissionais qualificados.

Cibersegurança e inteligência artificial enfrentam desafios semelhantes. 40% das instituições financeiras admitem falta de profissionais com conhecimento em aplicações seguras de IA; 32% dos bancos reconhecem dificuldades na integração da IA com sistemas legados e infraestrutura existentes. A pesquisa também destaca uma preocupação crescente com a governança de dados e o uso ético da IA, com 68% das instituições apontando essa questão.

A computação em nuvem ganhou um novo posicionamento no setor bancário. Ela é vista como um pilar para fornecer estabilidade, especialmente para o sistema Pix, que requer operação estável 24 horas por dia, 7 dias por semana. A pesquisa mostra que 88% das instituições desejam migrar dados para a nuvem, visando facilitar o acesso a novas tecnologias, buscar eficiência operacional e lidar com o crescente volume de transações. Rodrigo Mulinari, responsável pela Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, afirma que nuvem pública, privada ou híbrida são opções viáveis, e que o Pix e o open finance também estão levando os bancos a considerar a nuvem como elemento central de sua TI.

O estudo também destaca que, embora a inteligência artificial já seja aplicada em diversas áreas, cerca de 60% das instituições ainda estão em estágio inicial de adoção. No caso da IA Generativa (GenAI), essa proporção é ainda maior, refletindo a fase atual de experimentação e desenvolvimento de casos de uso, com potencial significativo de expansão nos próximos anos. Sérgio Biagini, Líder de Parceria FSI – Banking and Capital Markets da Deloitte, aponta que a IA generativa já está se expandindo entre os participantes do setor bancário, mas o principal desafio é escalar e capturar valor, o que não se trata apenas de experimentar uma nova tecnologia, mas de integrá-la de forma contínua e ampla aos negócios bancários e à experiência do cliente final.

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