Brasil licitará concessão de 11 aeroportos com investimentos superiores a R$ 20 bilhões
2026-06-28 14:45
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De acordo com pt.wedoany.com-O governo federal brasileiro está avançando com uma licitação de contratos de concessão aeroportuária, envolvendo o Aeroporto de Brasília, a capital do país, e outros 10 aeroportos regionais, com investimento total estimado em mais de R$ 20 bilhões (cerca de US$ 3,9 bilhões).

Brasil licitará contratos de concessão aeroportuária com investimentos superiores a US$ 3,9 bilhões

O governo já iniciou o processo de consulta pública para preparar a licitação do novo contrato de concessão do Aeroporto de Brasília, um dos hubs aéreos mais movimentados do Brasil. O contrato também inclui os direitos de operação de outros 10 aeroportos regionais. A consulta pública durará até 7 de agosto, e o leilão do contrato está marcado para dezembro, quando a fase de preparação será concluída.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que o vencedor da licitação deverá investir cerca de R$ 12 bilhões no Aeroporto de Brasília. As obras planejadas incluem a construção de um novo terminal internacional, um edifício-garagem e uma nova via de acesso ao aeroporto. O contrato também inclui aeroportos regionais por meio do programa AmpliAR. O ministério afirmou que estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 857,8 milhões para expansão, manutenção e operação dos aeroportos de Juína, Cáceres e Tangará da Serra, no Mato Grosso; Alto Paraíso de Goiás e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Bonito, Dourados e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul; Ponta Grossa, no Paraná; e Barreiras, na Bahia.

Esta licitação é uma relicitação. O contrato de concessão original do Aeroporto de Brasília foi obtido em 2012 pela Inframérica em conjunto com a estatal Infraero. Alguns anos depois, a Inframérica solicitou legalmente a devolução da concessão devido a dificuldades financeiras. Como a concessionária original realizou alguns investimentos antecipados no início do contrato, o governo federal decidiu pagar uma indenização, cujo custo será assumido pelo vencedor do leilão de dezembro.

O novo contrato estabelece uma taxa mínima de 5,9% sobre a receita bruta anual da concessionária, e a empresa ou consórcio que oferecer a maior taxa variável vencerá. O futuro concessionário também terá que pagar um valor inicial de R$ 557 milhões, metade do qual será usado para compensar a saída da Infraero de sua participação acionária na concessionária. Autoridades do governo disseram à BNamericas que esperam grande interesse neste leilão, pois o Aeroporto de Brasília é um dos últimos grandes aeroportos do país ainda disponíveis para assunção por investidores privados. Atualmente, mais de 90% dos aeroportos brasileiros são controlados por investidores privados.

O Aeroporto de Brasília é o terceiro mais movimentado do Brasil, atrás apenas dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, no estado de São Paulo. No início deste ano, a gigante espanhola Aena venceu o leilão de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, o quinto mais movimentado do país, oferecendo uma taxa de concessão de R$ 2,9 bilhões, muito acima do valor mínimo de R$ 933 milhões estipulado no contrato, superando o Aeroporto de Zurique (Zurich Airport) e o consórcio RioGaleão, formado pelo Aeroporto de Changi (Changi Airport) de Cingapura e pelo fundo de private equity Vinci Compass. No final do ano passado, a operadora mexicana ASUR (Grupo Aeroportuário do Sudeste) anunciou a aquisição dos ativos aeroportuários da empresa brasileira Motiva por R$ 11,3 bilhões, assumindo um portfólio de 20 aeroportos da Motiva, dos quais 17 estão localizados no Brasil e os outros três no Equador, Costa Rica e Curaçao.

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