De acordo com pt.wedoany.com-A Associação Brasileira de Comunicação Digital (Conexis Brasil Digital) divulgou nesta terça-feira (30) um conjunto de propostas a ser apresentado aos candidatos à Presidência da República. O documento reúne recomendações que defendem avanços na reforma regulatória, estímulo ao investimento privado e implementação de políticas públicas voltadas à digitalização da economia.

A proposta também sugere ampliar as atribuições do Ministério das Comunicações, transformando-o em um Ministério da Digitalização, que atuaria como órgão coordenador da agenda digital.
A associação afirma que o objetivo é criar condições para que o Brasil transforme os avanços na área de conectividade em ganhos de produtividade, inovação e desenvolvimento econômico, por meio de uma agenda estratégica integrada.
“O setor de telecomunicações defende uma ação concentrada do próximo governo para impulsionar a digitalização do Brasil. A consolidação da economia digital brasileira pode adicionar entre R$ 700 bilhões e R$ 1,3 trilhão ao PIB”, afirma a associação.
O plano se baseia em três pilares: incentivo ao investimento; promoção de um ecossistema digital competitivo; e foco na formação de talentos e na soberania digital.
Entre as propostas apresentadas, está a garantia de maior segurança jurídica para investimentos e leilões de espectro. A Conexis destaca que o espectro deve ser tratado como “um recurso estratégico para uma política industrial de longo prazo, e não como um recurso tático de curto prazo”.
Além disso, a proposta defende o compartilhamento de infraestrutura entre operadoras (RAN sharing). No caso de postes, pede a unificação das regras de compartilhamento e o estabelecimento de um preço teto para as tarifas cobradas pelas concessionárias de energia elétrica.
O documento também pede maior utilização dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Além disso, a Conexis deseja que crimes contra redes e infraestrutura de telecomunicações sejam tipificados como “crimes contra o cidadão”.

O documento também defende a “garantia de segurança jurídica para a negociação livre entre operadoras e grandes plataformas digitais, especialmente considerando o intenso tráfego gerado por essas plataformas”. Além disso, menciona programas de alfabetização digital e a redução da assimetria regulatória entre operadoras e grandes plataformas digitais.
“As telecomunicações deixaram de ser apenas um serviço e se consolidaram como uma infraestrutura estratégica indispensável na sociedade moderna”, explica o documento. A associação também defende uma atuação coordenada entre governo e setor privado para impulsionar a digitalização do país.
“O 4G já cobre 100% dos municípios brasileiros, e quase todas as cidades também possuem infraestrutura de fibra óptica. A expansão do 5G — que já atinge cerca de 1.500 municípios — abre uma nova fase de desenvolvimento”, aponta o documento a ser apresentado aos candidatos presidenciais.
No entanto, a Conexis considera que “é preciso avançar para a ‘digitalização do Brasil’” e defende que esse processo seja acompanhado por “políticas públicas adequadas e um ambiente regulatório favorável ao investimento e à inovação”.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro de 2026. Até o momento, os partidos anunciaram 13 pré-candidatos, mas a lista oficial de candidatos será definida em agosto. A lista é a seguinte: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO).









