De acordo com pt.wedoany.com-Bruno Cezzaretto, gerente de telecomunicações do Itaú, destacou durante o Digital Nation Summit, promovido pela GSMA em São Paulo, que o negócio de telecomunicações se tornou um pilar central para o desenvolvimento do banco. Cezzaretto afirmou que o Itaú não vê as telecomunicações como uma mera commodity ou infraestrutura, mas como um elo estratégico para o crescimento. Como um dos primeiros bancos a abrir agências totalmente 5G para testar a tecnologia, a instituição já conta com 1.300 pontos de venda para clientes que utilizam exclusivamente 5G. Cezzaretto explicou que a cobertura de fibra óptica apresenta problemas de elasticidade, enquanto o 5G pode aumentar a disponibilidade dos pontos de venda, evitando interrupções.

Na aplicação das APIs Open Gateway, o Itaú já realizou testes. Segundo Cezzaretto, o banco é o maior usuário do serviço "SIM Swap", com um total acumulado de 70 milhões de consultas; enquanto o serviço "Know your Customer" registrou 5 milhões de consultas. Essas aplicações obtiveram resultados positivos nas áreas de antifraude e registro de usuários, auxiliando na autenticação e confirmação da identidade dos clientes.
Mariana Abreu, diretora executiva da Conexis, que representa as grandes operadoras, afirmou que a fala do Itaú é exatamente a mensagem que o setor de telecomunicações deseja transmitir a outros setores econômicos. Ela destacou que o ponto-chave é criar valor com base em investimentos, garantindo sustentabilidade e retorno para os acionistas. Abreu acredita que o foco atual do setor de telecomunicações é remover amarras, assegurar a continuidade dos investimentos e da prestação de serviços, e concentrar-se na transformação digital, atraindo investimentos em conectividade de outros setores por meio da criação de ecossistemas. Ela enfatizou que esse processo requer diálogo com órgãos reguladores e governos para garantir o retorno dos investimentos e impulsionar a digitalização do setor produtivo.
Cezzaretto acrescentou que o Itaú está na vanguarda em áreas como Open Gateway, e que o beneficiado será o Brasil como um todo. Ele acredita que o Open Gateway acelerará o desenvolvimento e mudará o modelo de negócios do setor de telecomunicações, deixando de ser uma mera infraestrutura para se tornar um veículo de colaboração e cocriação entre os dois setores.
Empresas tradicionais de tecnologia de rede alertam que o avanço da inteligência artificial impactará diversos setores econômicos. Andrea Faustino, diretora de tecnologia (CTO) da Ericsson, apontou que a combinação de nuvem, conectividade 5G e inteligência artificial traz oportunidades de transformação digital para vários setores. Ele destacou que, enquanto a conectividade se torna um impulsionador da inteligência artificial em diversos setores, ela também possibilita que as próprias operadoras de telecomunicações otimizem suas redes.
Carlos Roseiro, diretor de marketing de TIC da Huawei, afirmou que o setor de tecnologia é intensivo em capital e possui ciclos de inovação curtos, e que a inteligência artificial se tornará um fator importante para a transformação das empresas de telecomunicações. Ele mencionou que as operadoras já têm condições de avançar para redes 5G Advanced com o aumento de faixas de frequência. Roseiro acredita que o surgimento do 5G Advanced se deve ao fato de a inteligência artificial criar demandas de uplink que outros serviços não geram, alterando a proporção de tráfego de 9:1 no passado para 6:1, o que exige ajustes nas redes móveis para se adaptarem aos novos padrões de tráfego.









