A Nexa, maior recicladora de zinco da América do Sul, acumula 198,3 mil toneladas de zinco recuperadas
2026-07-02 08:56
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De acordo com pt.wedoany.com-Desde 2012, a planta multifuncional da Nexa em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, já recuperou mais de 1 milhão de toneladas de poeira de forno elétrico a arco (PAE), o que equivale à recuperação de 198,3 mil toneladas de teor de zinco. A poeira de forno elétrico a arco é um resíduo gerado pela indústria siderúrgica.

Em operação há 46 anos, a fábrica é a maior recicladora de zinco da América do Sul. A Nexa ocupa uma posição única na América Latina, sendo a única empresa a produzir zinco metálico e a única capaz de reprocessar resíduos da siderurgia a forno elétrico. A recuperação de metais utiliza o processo de forno rotativo Waelz, uma tecnologia alemã pioneiramente introduzida no Brasil. Esse processo transforma resíduos industriais em matéria-prima para a produção de zinco secundário, reduzindo a quantidade de material enviado para aterros industriais.

O gerente industrial Rafael Falco afirma que a tecnologia resolve um problema de longa data enfrentado pela indústria siderúrgica, oferecendo uma nova destinação para os resíduos e fortalecendo a economia circular. Em termos de produção, a quantidade de zinco secundário gerado é suficiente para abastecer a fabricação de cerca de 9,9 milhões de veículos ou produzir mais de 2,4 milhões de quilômetros de arame galvanizado, comprimento equivalente a aproximadamente 61 voltas ao redor da Terra.

Antes de entrar no forno Waelz, a poeira de forno elétrico a arco passa por um processo de granulação. O equipamento, com 70 metros de comprimento e 4 metros de diâmetro, além de processar poeira de forno elétrico a arco, também recebe sucata metálica de veículos, equipamentos e objetos descartados, bem como resíduos contendo zinco. Durante o tratamento em alta temperatura, o zinco é separado e convertido em óxido de Waelz, que posteriormente é utilizado na produção de lingotes de zinco. O resíduo rico em ferro retorna à cadeia produtiva siderúrgica, contribuindo para reduzir a necessidade de extração de recursos minerais.

A fábrica também recicla baterias descartadas pelos consumidores. Esses materiais são enviados à empresa por meio de uma parceria com a Green Eletron, que faz parte da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Segundo dados da Abinee, o Brasil consome cerca de 1 bilhão de baterias por ano, totalizando aproximadamente 20 mil toneladas. Atualmente, a Nexa recicla cerca de 150 toneladas de baterias por ano, o que representa aproximadamente 1% desse total. Apesar disso, a empresa afirma que sua capacidade operacional é suficiente para processar todas as baterias geradas no país. A empresa também estuda ampliar a participação de cooperativas de catadores na coleta seletiva, a fim de fortalecer o impacto social da iniciativa e promover o emprego indireto.

Além de recuperar metais de alto valor, essa operação reduz a demanda por mineração primária e diminui os impactos ambientais associados ao descarte de resíduos industriais. Para garantir a eficiência do processo, a fábrica monitora continuamente indicadores como temperatura, fluxo de gás, consumo de combustível e taxa de recuperação de zinco, além de realizar inspeções preventivas e monitoramento periódico das emissões atmosféricas, que são auditados por órgãos ambientais. O diretor-geral Guilherme Armond afirma que o projeto demonstra como inovação e sustentabilidade podem caminhar juntas na indústria. Ele destaca que a reciclagem realizada em Juiz de Fora vai além da conformidade legal, e que a empresa cria valor compartilhado por meio da inovação, onde cada tonelada de resíduo processada significa menos impacto ambiental e maior competitividade para a indústria nacional.