De acordo com pt.wedoany.com-O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursou na 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada em 30 de junho de 2026 em Assunção, capital do Paraguai, convocando os países-membros do Mercosul a agirem em conjunto para desenvolver cadeias produtivas regionais de minerais críticos. Lula classificou os minerais críticos como "questão de segurança nacional", enfatizando que os países sul-americanos devem elevar sua posição no cenário competitivo global de minerais críticos por meio do desenvolvimento de cadeias produtivas regionais de alto valor agregado.
Em seu discurso, Lula afirmou que o Brasil "continuará avançando na conexão do interior do nosso continente com os portos do Pacífico, Atlântico e Caribe" e defendeu que os minerais críticos sejam tratados como "questão de segurança nacional" para "desenvolver cadeias produtivas regionais com etapas de agregação de valor". O objetivo central dessa proposta é atrair investimentos para etapas como beneficiamento, refino, fabricação de componentes e desenvolvimento industrial. Lula já enfatizou diversas vezes que o Brasil não deseja atuar apenas como exportador de commodities, mas sim se dedicar ao processamento local de recursos minerais. Ele deixou claro que o Brasil está aberto a investimentos de todos os países, incluindo China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e França, em sua indústria de processamento mineral.

O Brasil recentemente lançou uma série de medidas políticas no setor de minerais críticos. No início de maio de 2026, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou um projeto de lei que estabelece uma política nacional de minerais críticos, incluindo a criação de um fundo de garantia de 2 bilhões de reais (cerca de 370 milhões de dólares) e créditos tributários de 5 bilhões de reais (cerca de 920 milhões de dólares) em cinco anos para apoiar o desenvolvimento da indústria de processamento mineral doméstica. O projeto está atualmente em tramitação no Senado. Em fevereiro de 2026, o Brasil assinou um acordo de cooperação em minerais críticos com a Índia. O Brasil também assinou o Acordo de Comércio Mercosul-União Europeia com a UE em 9 de janeiro de 2026, o que deve consolidar a posição do Brasil como fornecedor estratégico de minerais críticos como lítio e terras raras.
A proposta de Lula gerou reações diversas dentro do Mercosul. Segundo relatos, os países-membros do Mercosul ainda não chegaram a um consenso sobre a extração de minerais críticos, e os líderes dos países divergem em questões como as relações com os Estados Unidos. Apesar disso, o governo Lula já deixou clara sua posição: o Brasil pode vender minerais para os Estados Unidos, China ou Europa, mas "o processamento é aqui, o refino é aqui". Analistas apontam que o governo Lula está promovendo a criação de uma arquitetura de cooperação "modelo base grande + modelo setorial pequeno", posicionando os minerais críticos como questão de segurança nacional para impulsionar os países sul-americanos a formar uma posição unificada no jogo entre as grandes potências.









