Ministério de Minas e Energia do Brasil lança Quadro de Referência Básica para Mineração Sustentável, impulsionando a Política Nacional de Mineração 2050

2026-07-03 09:08
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De acordo com pt.wedoany.com-O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, lançou, durante a reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) em 2 de julho, o "Quadro de Referência Básica para Mineração Sustentável no Brasil – Das Boas Práticas à Promoção do Trabalho Decente e Digno". O documento é um dos importantes resultados da Política Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050) do Brasil, fornecendo referência técnica para o desenvolvimento sustentável da mineração no país, com o objetivo de orientar políticas públicas, ações empresariais e instrumentos de incentivo, promovendo diretamente a realização dos Objetivos 1 e 4 da PNM 2050.

A Diretoria de Desenvolvimento Sustentável da Mineração (DDSM), subordinada à Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SNGM), foi responsável pela elaboração do quadro. O documento não cria obrigações regulatórias, não substitui a legislação vigente, nem estabelece qualquer selo de certificação, mas atua como uma ferramenta orientadora para acompanhar a evolução das atividades de mineração e o progresso das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

Silveira afirmou que o quadro de referência fortalece a competitividade da indústria mineral brasileira, amplia a segurança jurídica e consolida a agenda moderna de desenvolvimento sustentável, permitindo que o Brasil se posicione entre as principais referências internacionais em mineração responsável. Esta é mais uma contribuição do governo do Presidente Lula para gerar emprego, renda e oportunidades, ao mesmo tempo que assume responsabilidades ambientais e sociais.

O quadro faz parte da estratégia de implementação do Plano Nacional de Mineração 2050. A PNM 2050 estabelece quatro pilares, cinco objetivos estratégicos, 32 desafios e 75 diretrizes, visando aumentar a competitividade da indústria mineral brasileira, agregar valor aos recursos minerais, estimular a inovação, promover a sustentabilidade e consolidar um ambiente de investimento mais previsível. A mineração ocupa uma posição estratégica na economia brasileira, representando cerca de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), gerando aproximadamente 2 milhões de empregos formais diretos e respondendo por 20% das exportações totais do Brasil em 2025. O Brasil possui as maiores reservas mundiais de nióbio, é o segundo maior em reservas de terras raras e grafite, e o terceiro em minério de ferro, manganês e estanho. Fortalecer a mineração sustentável contribui para aumentar a competitividade nacional, atrair investimentos e consolidar sua posição estratégica na transição energética global.

O processo de elaboração do documento foi marcado por ampla participação social. A consulta pública foi iniciada em novembro de 2025 por meio da Portaria MME nº 881/2025, aberta por 60 dias, encerrando-se em 14 de janeiro de 2026. Durante o período, foram recebidas 194 sugestões, apresentadas por representantes do setor privado, órgãos públicos e da sociedade civil. O MME analisou e ajustou os principais quadros de referência nacionais e internacionais para mineração responsável e sustentabilidade, incluindo a Iniciativa de Garantia de Mineração Responsável (IRMA), Rumo à Mineração Sustentável (TSM), CRAFT (Critérios de Mitigação de Riscos para Mineração Artesanal e de Pequena Escala), a Iniciativa de Integração de Padrões de Mineração (CMSI) e a ABNT PR 2030, com base nos quais construiu seu próprio quadro de referência, considerando a diversidade territorial do Brasil, as especificidades da mineração artesanal e de pequena escala, os direitos humanos e os desafios sociais e ambientais.

O documento está estruturado em torno dos três pilares ESG (ambiental, social e governança), com uma seção dedicada à Mineração Artesanal e de Pequena Escala (MAPE), reunindo diretrizes e estratégias para lidar com questões como mudanças climáticas, gestão hídrica, biodiversidade, economia circular, direitos humanos, trabalho decente, diversidade, relações comunitárias, integridade, transparência e sustentabilidade empresarial.

A Secretária da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SNGM), Ana Paula Lima Vieira Bittencourt, destacou que o quadro de referência inaugura uma nova fase na construção da política mineral brasileira, ao estabelecer uma base comum para o desenvolvimento sustentável do setor. Ele organiza, em uma linguagem técnica unificada, as expectativas da sociedade e do mercado em relação à mineração contemporânea, fornecendo uma referência nacional baseada nas melhores práticas internacionais e adaptada à realidade brasileira.

A implementação do quadro de referência será realizada por meio do Plano Nacional de Mineração Sustentável, abrangendo três áreas de ação: suporte técnico e regulatório; fortalecimento das condições básicas para a adoção de boas práticas; e coordenação institucional dos diversos atores da cadeia mineral por meio de capacitação. O documento servirá como base para futuros guias técnicos, indicadores, ferramentas de monitoramento, mecanismos de incentivo e políticas públicas.

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