De acordo com pt.wedoany.com-A joint venture Novandino Litio, formada pela estatal chilena Codelco e pela SQM, apresentou um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) no Salar de Atacama, com o objetivo de estender suas operações de mineração até 2060 e implementar uma transformação no sistema produtivo.

O estudo, intitulado "Continuidade Operacional Futura e Desenvolvimento Mineiro no Salar de Atacama", foi submetido ao Sistema de Avaliação de Impacto Ambiental (SEIA). O projeto, denominado "Salar Futuro", com investimento de US$ 3 bilhões, prevê estender até 2060 as operações de mineração anteriormente autorizadas por diversas Resoluções de Qualificação Ambiental (RCA), com previsão de duração até 2030, e estabelecer um sistema produtivo integrado por meio de uma transformação gradual. O projeto mantém a base operacional existente (definida pela Resolução RCA N°226/2006 e suas alterações), ao mesmo tempo que introduz medidas de otimização e novas tecnologias seletivas de extração de lítio, incluindo evaporação forçada, separação por membranas e DLE (Extracción Directa de Litio). O período de transição durará sete anos, durante os quais o uso de recursos hídricos continentais será gradualmente reduzido até ser completamente eliminado, passando a utilizar água recuperada para a produção. A capacidade anual planejada do projeto pode chegar a 470 mil toneladas de LCE (equivalente de carbonato de lítio), além da produção de sais de potássio e outros derivados. O plano é composto por cinco áreas interdependentes: a área do Salar de Atacama, a área Oeste, a área Leste, a área de estradas e dutos entre fábricas, e a área de infraestrutura elétrica, que juntas formam um sistema integrado unificado. O projeto está localizado principalmente no Salar de Atacama, no município de San Pedro de Atacama, e parte da infraestrutura elétrica será instalada nos municípios de Sierra Gorda e Antofagasta. Além disso, o projeto prevê atividades específicas, como a ativação e o monitoramento de poços do Programa de Monitoramento Hidroambiental (PSAH) nas áreas marginais do Salar de Atacama.










