De acordo com pt.wedoany.com-A Usina Pitangueiras encerrou a safra 2025/26 com o segundo maior lucro líquido de sua história e planeja investir cerca de R$ 1 bilhão nos próximos anos na construção de uma usina de etanol de milho, instalações de produção de biometano, unidade de captura de CO₂ e um projeto de confinamento de gado de corte, visando expandir a capacidade industrial e diversificar as fontes de receita.
O presidente da empresa, João Henrique de Andrade, afirmou que o desempenho da safra 2025/26 foi impulsionado principalmente pela estratégia comercial adotada no início do período. Na ocasião, a empresa aproveitou a alta dos preços do açúcar e da energia, realizando operações de hedge em níveis considerados favoráveis. A usina processou 2,818 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/26 e encerrou o ano fiscal com um dos melhores desempenhos financeiros de sua história.
Andrade destacou que o melhor resultado financeiro da empresa ainda foi obtido em 2019, após a conclusão da expansão da cogeração, investimento que elevou significativamente a participação da venda de eletricidade na receita da empresa. Além da estratégia comercial, a melhoria da eficiência agrícola também ajudou a reduzir custos. Atualmente, cerca de 24 mil hectares recebem aplicação de vinhaça e outros nutrientes, reduzindo a dependência de fertilizantes minerais, o que tem permitido ganhos contínuos de eficiência nas últimas safras.
Para a safra 2026/27, a Usina Pitangueiras planeja processar entre 3,8 milhões e 3,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um aumento de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas em relação à safra anterior. No entanto, Andrade avalia que os preços atuais do açúcar ainda estão abaixo do custo de produção, as margens no mercado de etanol são muito baixas, e a queda no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), referência do mercado de energia elétrica, também reduzirá a rentabilidade da venda de eletricidade pela usina.
Na estratégia de diversificação, a construção de uma usina de etanol com capacidade de processar cerca de 400 mil toneladas de milho por ano é uma das principais alternativas para o crescimento contínuo da empresa. Andrade explicou que a medida visa contornar as limitações à expansão da área de cana-de-açúcar na região onde a usina está localizada, permitindo elevar a capacidade equivalente da empresa de cerca de 4 milhões para aproximadamente 6 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, o projeto de biometano ganhou mais impulso, com planos de integração com a unidade de captura de CO₂ e o confinamento de gado de corte, onde os resíduos animais podem aumentar a produção de biogás e melhorar a viabilidade econômica da planta de biometano. Esses investimentos geram sinergias entre si e, somados, podem ultrapassar R$ 1 bilhão, consolidando a estratégia da empresa de expandir sua escala industrial e diversificar-se nos setores de bioenergia, combustíveis renováveis e economia circular.










