De acordo com pt.wedoany.com-A startup americana Valar Atomics firmou uma parceria estratégica com a Nvidia para alimentar diretamente chips inteligentes de inteligência artificial usando microrreatores, concluindo uma demonstração histórica. Esta é a primeira vez que um reator de nova geração, construído por uma startup, gera eletricidade e alimenta chips de computação.

O anúncio foi feito em Orangeville, Utah, acompanhado de uma demonstração prática: o microrreator Ward 250 da Valar Atomics foi conectado com sucesso e forneceu energia, permitindo que a arquitetura de chip Blackwell da Nvidia operasse e hospedasse temporariamente uma página web. A enorme demanda energética dos data centers de IA impulsionou essa parceria, visando aliviar a pressão do consumo intensivo de água dessas instalações.
O projeto conjunto planeja implantar uma instalação piloto de 30 megawatts, 300 vezes menor que os data centers convencionais já aprovados na região, com a premissa de consumo de água quase zero. A solução combina duas inovações tecnológicas: o reator de alta temperatura da Valar Atomics utiliza hélio em vez de água para resfriamento térmico; a Nvidia fornece um novo design de fábrica de IA chamado DSX, que utiliza resfriamento líquido direto em circuito fechado. A água circula continuamente a 113°F (45°C), eliminando os chillers industriais tradicionais e reduzindo o consumo de água de cerca de 2,6 milhões de galões por megawatt ao ano para quase zero.
Fundada em 2023, a Valar Atomics avançou rapidamente no setor nuclear. Seu microrreator atingiu criticidade em 18 de junho deste ano e já gera 100 quilowatts de eletricidade. O governo dos EUA facilitou esse progresso por meio de programas-piloto do Departamento de Energia e de ordens executivas assinadas pelo presidente Trump. A tecnologia atende à tendência de grandes empresas de tecnologia buscarem energia "atrás do medidor", contornando a saturação da rede pública e a burocracia ao possuir usinas privadas adjacentes aos centros de computação.
Apesar do sucesso da demonstração, o projeto ainda precisa lidar com questões regulatórias antes de iniciar operações comerciais. O presidente da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA, Ho Nieh, afirmou que a agência pretende reduzir o tempo de avaliação de licenças para esses microrreatores avançados para menos de 18 meses. Se concretizado, essa aliança poderá redefinir o futuro da infraestrutura digital global, sem forçar a sociedade a escolher entre o avanço da IA e a preservação dos recursos naturais.










