Anfavea prevê queda de 6% nas vendas de caminhões pesados no Brasil em 2025, para 129,2 mil unidades

2026-07-08 16:03
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De acordo com pt.wedoany.com-Com o encerramento do primeiro semestre, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ajustou suas projeções para o ano, revelando tendências distintas entre o mercado de veículos leves e o de caminhões pesados. A associação estima que o mercado de veículos leves crescerá 13%, atingindo 2,88 milhões de unidades; enquanto as vendas de caminhões pesados devem cair 6%, com a entrega de 129,2 mil caminhões e ônibus. No início do ano, a associação previa uma leve queda de 0,5% nas vendas de caminhões pesados, para 136,8 mil unidades.

No primeiro semestre, o desempenho dos caminhões pesados seguiu a previsão da Anfavea desde o lançamento do programa "Move Brasil" em janeiro, especialmente após a divulgação recente de sua segunda fase. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou durante a apresentação dos resultados do setor automotivo na terça-feira (7) que o programa é crucial para mitigar a queda contínua dos caminhões pesados desde o ano passado. Embora muito popular, não conseguiu reverter a situação, e para o segmento, este será mais um ano de crescimento negativo.

Os dados mostram o impulso do programa "Move Brasil" nos últimos meses, especialmente no segmento de caminhões. Se as vendas caíram 31,5% no início do ano, em junho subiram 14,1%, atingindo 9,8 mil unidades, contra 8,5 mil no mesmo período do ano anterior. Apesar dos resultados mensais positivos, o acumulado do ano ainda fica abaixo do ano passado. No primeiro semestre, os registros de caminhões caíram 10,5%, com 49 mil unidades vendidas, enquanto no mesmo período do ano anterior o mercado absorveu 54,7 mil unidades.

Calvet destacou que, exceto pelos recursos destinados a motoristas individuais, os fundos do "Move Brasil" já se esgotaram. Os motoristas individuais têm um comportamento de compra diferente e mais lento, o que deve manter um bom ritmo de registros nos próximos dois ou três meses. Ele também enfatizou que o fim do programa não elimina as dificuldades enfrentadas pelo segmento de caminhões pesados, como a queda nos preços das commodities, altas taxas de juros, restrições de crédito e aumento dos custos operacionais, fatores que tornam as perspectivas incertas e adiam a demanda por novas compras.

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