De acordo com pt.wedoany.com-O presidente do Instituto de Engenheiros de Minas do Peru (IIMP), Juan Carlos Ortiz, propôs que, por meio de uma reforma administrativa que implemente a aprovação paralela de licenças para projetos mineiros, o prazo de aprovação poderia ser reduzido de sete para aproximadamente três anos, aumentando assim a competitividade do Peru como destino de investimento mineiro.

Durante o discurso de encerramento do evento "WMC 2026: Conclusões Estratégicas da Agenda Mineira do Peru", Ortiz afirmou que uma das principais tarefas do próximo governo é revisar os procedimentos administrativos que atualmente atrasam o desenvolvimento de novos projetos mineiros. Ele destacou que espera que o novo governo tenha uma imagem pró-negócios e reavalie a situação atual que tem levado à perda de competitividade do país.
Ortiz explicou que o modelo de avaliação atual adota um processo sequencial, no qual as empresas precisam obter uma licença antes de iniciar o processo da seguinte, o que pode prolongar todo o processo por vários anos. Ele também alertou que pareceres apresentados nas fases finais de aprovação podem forçar as empresas a reiniciar procedimentos que já haviam sido concluídos há cinco anos.
Ele propôs a retomada do modelo de avaliação paralela, no qual múltiplos órgãos nacionais analisam simultaneamente o mesmo processo, modelo já adotado em jurisdições mineiras como Brasil, Canadá, Chile e Austrália. Ortiz acredita que esse mecanismo pode "facilmente reduzir pela metade" o prazo de aprovação, aproximando o Peru dos padrões internacionais em termos de licenciamento de projetos mineiros.
Como parte da reforma, Ortiz propôs a integração de uma verdadeira janela única digital, permitindo que todas as instituições envolvidas na avaliação acessem o mesmo processo, apresentem pareceres simultaneamente e acompanhem conjuntamente as respostas e modificações submetidas pelas empresas. Ele afirmou que essa plataforma permite que todos vejam o processo ao mesmo tempo, compreendam os problemas, quem responde, quem avalia, e deixem um registro rastreável de todo o processo. Ele acrescentou que esse modelo ajuda a obter todas as certificações simultaneamente, sem reduzir o rigor técnico ou os padrões ambientais e sociais.
Ortiz enfatizou que a implementação dessas melhorias não requer uma reforma completa da legislação mineira, mas sim uma revisão dos procedimentos administrativos atuais, que obrigam um órgão a esperar pela aprovação de outro antes de iniciar sua avaliação. Ele considera que existe espaço dentro do Estado para introduzir mudanças por meio de decisões administrativas, exigindo poucas alterações regulatórias, sendo a chave a vontade política para revisar essas questões.






