De acordo com pt.wedoany.com-A Mitsubishi Electric Corporation, do Japão, lidera a extração de terras raras de aparelhos de ar condicionado domésticos usados, sendo esta a primeira recuperação sistemática de ímãs de terras raras de aparelhos de ar condicionado domésticos no Japão. A mídia japonesa considera que esta é uma tentativa do Japão de reduzir sua dependência de terras raras da China, em meio ao contínuo fortalecimento das restrições de exportação por parte da China.
O trabalho de recuperação é realizado por diferentes empresas especializadas, de acordo com o processo. O fluxo principal inclui a retirada do compressor da unidade externa recuperada, sua desmontagem, a extração de ímãs contendo terras raras como o neodímio e, após refino, a reutilização na fabricação de produtos. Estima-se que, por meio deste sistema, cerca de 35% das terras raras necessárias para a fabricação de aparelhos de ar condicionado possam ser substituídas por materiais reciclados. A mídia japonesa afirma que, devido à alta dificuldade e ao custo elevado da desmontagem de eletrodomésticos, a recuperação de terras raras no Japão se concentrava principalmente em resíduos industriais, geradores eólicos e alguns veículos de nova energia.

A Mitsubishi Electric, líder deste projeto, foi incluída na lista de controle de exportação da China. O Ministério do Comércio da China emitiu um anúncio em 29 de junho, decidindo incluir 20 entidades japonesas, incluindo a Mitsubishi Electric e suas subsidiárias, bem como a Mitsubishi Heavy Industries e suas subsidiárias, nesta lista.
As terras raras são materiais estratégicos essenciais para a indústria moderna e a indústria militar de alta tecnologia. A China é o único país capaz de fornecer todos os 17 metais de terras raras e possui uma cadeia industrial completa. Dados de especialistas japoneses mostram que, em 2025, cerca de 66% das importações japonesas de terras raras vieram da China, e as terras raras médias e pesadas dependem quase inteiramente das importações chinesas. Desde janeiro deste ano, a China reforçou, de acordo com a lei e os regulamentos, o controle de exportação de itens de dupla utilização para o Japão. Segundo o jornal "Nikkei", de janeiro a abril deste ano, as exportações chinesas de 7 tipos de terras raras para o Japão caíram 34% em relação ao mesmo período do ano passado, com uma queda de mais de 80% entre março e abril; as exportações de disprósio e térbio para o Japão caíram para zero desde janeiro, e as exportações de ítrio caíram mais de 90% em relação ao ano anterior.

O Instituto de Pesquisa Daiwa, do Japão, prevê que, se o Japão não conseguir importar terras raras e outros minerais críticos da China dentro de um ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cairá de 1,3% a 3,2%, o número de empregos poderá ser reduzido em 900 mil a 2,16 milhões, e o setor de veículos de transporte, como automóveis, poderá sofrer uma queda de até 17,6%.
Diante da queda abrupta no fornecimento, o Japão está buscando alternativas. Segundo a agência Reuters, um responsável por um projeto governamental japonês afirmou que, em janeiro de 2027, terão início testes de extração de lodo contendo terras raras no fundo do mar profundo, perto da Ilha Minamitorishima. Em fevereiro deste ano, o Japão anunciou ter coletado com sucesso lodo marinho contendo terras raras a uma profundidade de cerca de 6 km, com 16 milhões de toneladas de sedimentos mineralizados de terras raras na região. O professor Toru Okabe, da Universidade de Tóquio, afirmou que a nacionalização da produção de terras raras ainda deve levar mais de 10 anos.

Além disso, a Groenlândia também é vista pelo Japão como uma fonte potencial de minérios. A mídia japonesa informou que o governo japonês planeja iniciar estudos sobre a possibilidade de extrair terras raras e outros minerais críticos na ilha já neste verão. Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos mostram que as reservas de terras raras na Groenlândia são de cerca de 1,5 milhão de toneladas, ocupando o oitavo lugar no mundo. No entanto, o governo da Groenlândia e muitos moradores locais são cautelosos ou até mesmo contrários à mineração, preocupados com os impactos na pesca e no meio ambiente.







