Melhoria da eficiência energética em edifícios portugueses pode reduzir 75% da necessidade de ar condicionado
2026-07-18 10:24
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De acordo com pt.wedoany.com-A melhoria da eficiência energética dos edifícios em Portugal pode reduzir em quase 75% a necessidade de ar condicionado no verão. De acordo com dados da Agência para a Energia (ADENE), quase metade dos imóveis certificados no país possui classificação energética entre F e D, indicando que o isolamento térmico do parque habitacional existente é geralmente baixo. As altas temperaturas no verão provocam acumulação de calor no interior das habitações, aumentando a dependência dos residentes em relação ao ar condicionado e elevando significativamente o consumo de eletricidade, fenómeno que se destaca especialmente nos meses mais quentes do ano.

No contexto das alterações climáticas e da ocorrência frequente de ondas de calor, a melhoria da eficiência energética dos edifícios não só contribui para a redução das emissões de carbono, como também ajuda a aliviar a pressão sobre o sistema elétrico. A ADENE salienta que aumentar a eficiência energética dos edifícios pode reduzir até 75% as necessidades de arrefecimento das habitações, diminuindo simultaneamente as despesas energéticas das famílias. O padrão de design "Passive House" (Casa Passiva) tem atraído atenção devido à utilização de envolventes com elevado isolamento térmico e estanquidade, permitindo uma temperatura interior mais estável ao longo do ano e reduzindo significativamente o uso de equipamentos de ar condicionado ativos. A empresa Rockwool afirma que este modelo de construção é uma resposta direta à eficiência energética e à adaptação climática dos edifícios. Além do isolamento térmico, o material de lã de rocha possui propriedades de isolamento acústico e elevada resistência ao fogo, atingindo a classe de reação ao fogo A1 na Europa. A empresa refere que o desempenho térmico deste material se mantém por, pelo menos, 65 anos. Miguel Ángel Gallardo, Diretor da Divisão Ibérica da Rockwool, afirma que investir em renovações e construções eficientes não se trata apenas de conforto habitacional, mas também de uma ação concreta para responder aos objetivos ambientais e energéticos de Portugal e da Europa, reduzindo o consumo energético dos edifícios, o que contribui para a redução de emissões, alivia a pressão sobre a rede elétrica e melhora a qualidade de vida dos residentes.

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