De acordo com pt.wedoany.com-A Mineração Rio do Norte (MRN) apresentou seu modelo de recuperação florestal desenvolvido na Floresta Nacional Saracá-Taquera (Flona Saracá-Taquera), no oeste do Pará, durante o III Fórum de Programas de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) do Licenciamento Ambiental Federal. O evento foi promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nos dias 2 e 3 de julho, em Brasília.

Com mais de 46 anos de operação na Amazônia, a MRN acumula uma área recuperada superior a 8.000 hectares, em diferentes estágios de restauração ecológica. Somente em 2025, como parte do processo de recuperação ambiental — que inclui reconstrução topográfica, recomposição do solo, plantio de espécies nativas e sucessão ecológica — a empresa já plantou mais de 446 mil mudas de 99 espécies, pertencentes a 30 famílias botânicas. Esse volume equivale a uma muda plantada a cada pouco mais de 1 minuto, em média, ao longo do ano.
A restauração ecológica da MRN começa ainda durante a vida útil da mina. À medida que a lavra avança e as atividades em determinadas áreas são concluídas, a empresa inicia imediatamente a reconstrução topográfica, a recomposição do solo e o plantio de espécies nativas, reduzindo o intervalo entre a mineração e a recuperação florestal. Todo o processo é acompanhado pelo Programa de Monitoramento da Restauração Ecológica (PMRE). Essa metodologia foi desenvolvida pela MRN com base em referências científicas da Society for Ecological Restoration, aprovada pelo Ibama e conta com a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O programa de monitoramento avalia mais de 40 indicadores relacionados à regeneração da vegetação, retorno da fauna, qualidade do solo e restauração dos processos ecológicos. Os resultados mostram que os platôs recuperados que compõem o Contexto I de análise do PMRE, incluindo as áreas de Almeidas, Aviso, Bacaba, Papagaio e Periquito, apresentam características ecológicas muito próximas às do ecossistema original. Isso se reflete no retorno da fauna, na formação do sub-bosque, no desenvolvimento dos estratos verticais e horizontais da vegetação, e nas condições favoráveis à reintrodução de espécies epífitas e hemiepífitas. A MRN também monitora a qualidade da água em 301 pontos da região e mantém iniciativas contínuas de proteção da fauna e flora amazônicas.
Segundo o analista ambiental da MRN, Jocenildo Marinho, a empresa se diferencia pela observação, monitoramento e aprimoramento contínuos das técnicas de restauração ecológica. A engenheira florestal da MRN, Talita Godinho Bezerra, afirma que a restauração ecológica exige aprendizado constante, e a participação no Fórum de PRADs é uma oportunidade para trocar experiências, conhecer soluções de diferentes regiões e discutir desafios reais. Outro diferencial é o envolvimento ativo das comunidades locais. A MRN opera um viveiro florestal com capacidade de produção de até 1 milhão de mudas por ano, cultivando 100 espécies nativas utilizadas na recuperação ambiental. Para apoiar essa produção, somente em 2025, a empresa adquiriu 2,3 toneladas de sementes de espécies nativas coletadas por comunidades ribeirinhas e quilombolas locais, contribuindo para a conservação da biodiversidade, a valorização do patrimônio genético local e a geração de trabalho e renda para esses grupos. No mesmo período, o investimento socioambiental total da MRN foi de R$ 51,6 milhões.










